Pequim critica reforço das sanções ao Irão

As autoridades do Continente criticaram ontem o governo norte-americano por ter imposto novas sanções a Teerão. Entre as pessoas e entidades visadas pelas sanções estão empresários chineses. Moscovo também criticou a medida.

Chinese Foreign Ministry spokesman Lu Kang points out a reporter to receive a question at a regular news conference in Beijing

O Governo da República Popular da China protestou esta segunda-feira contra o reforço das sanções económicas impostas pelos Estados Unidos ao Irão, devido ao recente teste com mísseis balísticos realizado por Teerão, considerando que afectam indivíduos e empresas chinesas.

“Nós opomo-nos a qualquer sanção unilateral, especialmente aquelas que afectam terceiras partes”, afirmou em conferência de imprensa o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lu Kang.

As sanções, que afectam 13 pessoas e 12 empresas envolvidas no programa de mísseis balísticos de Teerão, “não beneficiam a confiança mútua, nem o trabalho conjunto ou a cooperação para resolver problemas”, acrescentou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Popular da China.

Lu Kang confirmou que o Governo Central apresentou um protesto formal às autoridades norte-americanas.

Richard Yue, dono da Cosailing Business Trade Co – uma das empresas chinesas afectadas – explicou ao jornal oficial Global Times que as sanções resultaram no congelamento das suas contas bancárias e forçaram-no a encerrar a sua empresa.

A medida surge depois de o Irão ter testado, em 29 de Janeiro passado, um míssil de alcance médio que explodiu após percorrer cerca de mil quilómetros, e que levou o Presidente dos EUA, Donald Trump, a advertir que tinha colocado Teerão “sob aviso”.

As críticas ao reforço das sanções não chegam apenas de Pequim. Ontem, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguéi Riabkov, lamentou o endurecimento das sanções norte-americanas contra o Irão e considerou que a medida “não é um instrumento aceitável nem adequado” para resolver problemas:

“Lamentamos que as coisas sejam assim”, disse o número dois da diplomacia russa à agência de notícias Interfax. Riabkov sublinhou que a Rússia defendeu sempre que “as sanções não são um instrumento aceitável nem adequado” para resolver problemas.

O Governo norte-americano impôs na sexta-feira sanções económicas a “várias pessoas e entidades” do Irão em resposta ao teste de um míssil de médio alcance realizado no domingo por Teerão: “O contínuo apoio do Irão ao terrorismo e o desenvolvimento do seu programa de mísseis balísticos constitui uma ameaça à região, aos nossos parceiros em todo o Mundo e aos Estados Unidos”, explicou em comunicado o director interino do Gabinete de Controlo dos Activos Estrangeiros do Departamento do Tesouro norte-americano, John Smith.

 

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