A mina do mercado imobiliário de Macau

Estimativas esboçadas por gestores e investidores internacionais apontam para um crescimento da rentabilidade dos títulos bolsistas de empresas focadas no sector da habitação da RAEM. O economista Albano Martins reconhece que o mercado imobiliário em Macau vai continuar a ser bastante apetecível para os especuladores, pelo menos até ao próximo ano.

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Rodrigo de Matos

À imagem do que sucedeu no ano passado, 2017 promete ser um ano tumultuoso para os mercados financeiros a nível global. Gestores de fundos de investimento apontam as antenas para alguns sectores adormecidos que prevêem que venham a ser apostas rentáveis para o novo ano. Para os que querem fazer dinheiro mais ou menos fácil sugerem: minas na Rússia e imóveis em Macau vão estar em alta.

Para o fundo CF Miton Worldwide Opportunities, que acrescentou recentemente algumas holdings ao seu portfólio, poucos títulos vão dar tanto lucro em 2017 como os da Baker Steel Resources – empresa que investe na indústria global de matérias-primas e que se prepara para obter ganhos gigantescos com a exploração de jazidas de prata na Rússia – e os da Macau Property Opportunities (MPO), companhia cotada e transaccionada no Reino Unido, mas com foco no mercado imobiliário na RAEM.

Citado pelo site britânico Yourmoney.com, Nick Greenwood, director da CF Miton, resume o actual momento que o território atravessa, notando sinais sólidos de recuperação após a razia sofrida pelo segmento de jogo para grandes apostadores na sequência da campanha anti-corrupção de Pequim: “Quatro casinos já abriram [depois disso] e o número de visitantes está a crescer acentuadamente. Macau tem uma população activa de 360 mil mas são necessários ainda mais 40 mil trabalhadores, o que cria pressão para construir imóveis”, explica, considerando que a área do imobiliário de Macau tem passado ao lado dos investidores britânicos e está a ser transaccionada actualmente com um “enorme desconto”.

 

Preços vão disparar

 

Em declarações ao PONTO FINAL, o economista Albano Martins concorda que o mercado imobiliário de Macau irá continuar nos tempos próximos a ser uma aposta segura, sobretudo para os especuladores, mas não apenas pela pressão criada pelo aumento da população activa por meio da imigração: “A recuperação de terrenos pelo Governo está a deixar menos área disponível para a construção e a restringir a oferta. Em segundo lugar, as taxas de juro muito baixas actualmente praticadas fazem com que ninguém queira ter o seu dinheiro parado nos bancos. As pessoas preferem investir em activos que gerem mais rendimentos, com margens de lucro acima dos 10 por cento”, explica.

O economista defende, por isso, que o imobiliário de Macau vai continuar a ser uma aposta segura para os investidores, “pelo menos até 2018”. Albano Martins alerta, no entanto, para o panorama insustentável do actual regime e defende que o Executivo deva actuar para conter o agravamento insuportável dos preços num mercado já de si superinflacionado: “O Governo vai ter de restringir a compra de imobiliário por não-residentes com propósitos especulativos”, alerta.

Quanto ao mercado de arrendamento, tudo aponta para o regresso do aumento abrupto no preço das rendas: “Os preços vão disparar!”, prevê Albano Martins.

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