Secretário de Estado das Comunidades em Macau

José Luís Carneiro, sucessor de José Cesário no cargo de Secretário de Estado das Comunidades do Governo de Lisboa, deverá visitar o território no final de Março ou no início de Abril. O governante desloca-se a Macau, mas mantém os olhos postos em Cantão.

carneiro

João Paulo Meneses

José Luís Carneiro, o secretário de Estado das Comunidades, deverá visitar Macau no final de Março ou no início de Abril, apurou o PONTO FINAL. O programa da visita não está concluído nem as datas fechadas, mas a decisão de viajar até Macau durante o primeiro semestre está tomada.

Em Macau, o secretário de Estado das Comunidades encontrar-se-á com as principais autoridades da RAEM e com representantes da comunidade portuguesa, naquela que será a primeira visita oficial de José Luís Carneiro a Macau.

O seu antecessor, em pouco mais de três anos de funções, esteve cinco vezes no território, a primeira das quais um ano depois de ser empossado, a 10 de Junho de 2012. A referência a José Cesário justifica-se também porque Carneiro herdou o dossier relativo à abertura do consulado em Cantão, que se está a revelar uma autêntica dor de cabeça.

O PONTO FINAL não conseguiu confirmar se o secretário de Estado das Comunidades também irá a Cantão visitar as instalações escolhidas para acolher a representação diplomática, mas as dificuldades não deixarão de ser abordadas durante a estadia em Macau.

 

MUDANÇA EM CANTÃO

 

A hipótese de reabrir o consulado, encerrado em 1966 na sequência da Revolução Cultural, começou a ser desenhada pouco depois de José Cesário ocupar funções e as primeiras notícias relativas à iniciativa datam de 2012. Em Janeiro de 2015 o então secretário de Estado anunciava a reabertura e foi enviado para a cidade chinesa Duarte Bué Alves, apontado em diversas notícias como futuro cônsul.

Em Junho do ano passado, o cônsul-geral em Macau, Vítor Sereno, revelou que Bué Alves já participara numa reunião em Macau, a seu convite, e que o consulado abriria durante 2016.

Em Agosto do ano passado, a criação da representação diplomática foi formalizada em Conselho de Ministros, mas dois meses depois, quando visitou Macau, o primeiro-ministro António Costa apenas prometeu que a abertura do espaço estaria “para breve”, por falta de instalações, reafirmando no entanto que se trata de uma “prioridade”.

E é em Outubro que surge algo inesperado: Bué Alves é nomeado para exercer o cargo de chefe de Divisão das Organizações Políticas Regionais e das Questões Transnacionais, da Direção-Geral de Política Externa do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Ou seja, regressou a Lisboa e deixou de ser o ‘candidato’ natural a suceder a Calvet de Magalhães, o último cônsul de Portugal em Cantão.

A nota curricular de Duarte Bué Alves, anexa ao despacho em Diário de República de 10 de Outubro, dá conta que o conselheiro de embaixada esteve “em comissão de serviço em Cantão como enviado especial para abertura do futuro Consulado-Geral naquela cidade, de 4 de novembro a 20 de dezembro de 2015”.

 

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