Seul acomoda-se a Trump

As autoridades sul-coreanas anunciaram esta quinta-feira que estão dispostas a aumentar as importações de produtos norte-americanos, com o propósito de equilibrar a balança comercial com Washington. Depois de assumir o cargo de presidente norte-americano, Donald Trump ameaçou rever os acordos comerciais assinados pelos EUA.

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A Coreia do Sul propôs ontem aumentar as suas importações dos Estados Unidos para equilibrar a balança comercial com Washington face às novas políticas anunciadas por Donald Trump e às suas ameaças de rever tratados de comércio livre.

O governo sul-coreano apresentou esta quinta-feira planos no âmbito da sua política comercial para 2017 diante de uma comissão presidida pelo ministro do Comércio, Yoo Il-ho, centrados em fazer frente às incertezas globais e ao crescente proteccionismo.

Durante o encontro, o “G-2” – China e Estados Unidos, os dois principais parceiros comerciais da Coreia do Sul) foi apontado como principal desafio ao nível da “gestão de eventuais riscos” e da “expansão da cooperação económica”.

Relativamente aos Estados Unidos foram anunciadas as primeiras medidas para reduzir o elevado superávit comercial com Washington face à situação cada vez mais urgente colocada pelo recém-empossado Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Assim, a Coreia do Sul, cuja economia depende em aproximadamente 50 por cento das suas exportações, já decidiu importar este ano à primeira economia mundial 2,8 milhões de toneladas de gás de xisto obtido através da técnica de fractura hidráulica, o chamado ‘fracking’.

Também equaciona adquirir mais semicondutores, automóveis ou aviões norte-americanos e prepara o envio de uma delegação a Washington para se reunirem com responsáveis da política comercial da Administração Trump, detalhou na reunião um representante do Ministério das Finanças sul-coreano, citado pela agência noticiosa Yonhap.

Desde a sua chegada à Casa Branca, o novo Presidente dos Estados Unidos firmou uma ordem executiva para retirar o país do Acordo de Associação Transpacífico (TPP) e garantiu que irá rever o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (TLCAN), entre os Estados Unidos, Canadá e México, que entrou em vigor em 1994 e que Trump, ainda na qualidade de candidato presidencial, havia descrito como “o pior tratado comercial da história” do país, bem como outros acordos bilaterais como o que mantém com a Coreia do Sul.

Trump considera que esse acordo com a Coreia do Sul, em vigor há cinco anos, “destruiu empregos norte-americanos”, acusando Seul de manter a sua moeda fraca face ao dólar para ganhar competitividade.

Em 2016, a Coreia do Sul exportou para os Estados Unidos bens avaliados em 16.807 milhões de dólares e importou 10.159 milhões, registando um superavit comercial de 6.647 milhões, de acordo com dados oficiais do país asiático.

Esse valor representa mais de um quarto (26 por cento) do excedente da balança comercial da quarta economia da Ásia.

 

 

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