Ella Lei preocupada com prevalência do tabaco entre os mais jovens

A deputada sustenta que as estratégias de prevenção do Governo estão a falhar, sobretudo entre os mais jovens. Ella Lei critica ainda a falta de progresso no processo de revisão do Regime de Prevenção e Controlo do Tabagismo. O diploma encontra-se há mais de um ano e meio em análise em sede de Comissão na Assembleia Legislativa.

China Tobacco Production Cigarettes

Ella Lei está preocupada com o que diz ser a falta de eficácia da legislação actualmente em vigor no que diz respeito à prevenção do tabagismo e do vício do cigarro entre os mais jovens.

A deputada dirigiu ao Governo uma interpelação escrita em que critica a lentidão que se apoderou do processo de revisão do Regime de Prevenção e Controlo do Tabagismo. Elle Lei Cheng I lembra que o diploma entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2012, impondo a proibição efectiva do tabaco na maior parte dos espaços públicos fechados, bem como em locais de trabalho. Em 2015, a proibição estendeu-se a bares, a saunas e a outros locais de entretenimento, mas a pressão dos trabalhadores do sector do jogo obrigou o Governo a reequacionar a Lei . Uma versão revista do diploma foi aprovada na generalidade pela Assembleia Legislativa a 10 de Julho de 2015, estando desde então a ser debatida na especialidade em sede de Comissão.

A lentidão do processo não agrada, no entanto, a Ella Lei, que teme que a discussão venha a ser abandonada. A deputada defende, ainda assim, que mesmo que o diploma se encontre num impasse, o Governo deve ser capaz de reforçar as estratégicas de prevenção anti-tabaco, sobretudo junto dos  adolescentes e dos jovens em idade escolar.

Na interpelação que endereça ao Governo, a deputada cita as conclusões do “Estudo sobre o Consumo do Tabaco pelos Jovens de Macau”. O documento, de 2015, alerta para o facto do primeiro contacto com o tabaco ter ocorrido, para uma boa parte dos fumadores inquiridos, durante a adolescência. Muitos dos que começam a fumar durante a juventude mantêm o hábito pela vida fora.

O estudo concluía ainda que uma boa parte dos jovens entrevistados subestimavam o impacto da dependência da nicotina. Para Ella Lei, o segredo para combater com sucesso a dependência do tabaco está na prevenção e no reforço da educação junto das escolas. Só assim, aliando à legislação em vigor uma maior atenção às estratégias de prevenção, é possível reduzir o grau de exposição dos mais novos ao tabaco.

Na interpelação escrita que fez chegar ao Governo, Ella Lei lembra que uma das conclusões mais alarmantes do estudo apresentado em 2015 remete para o facto do número de adolescentes expostos ao chamado “fumo em segunda mão” superar em muito o número de jovens que nunca tiveram contacto com o cigarro. Para além das escolas, a deputada considera que o combate ao tabaco deve começar dentro dos próprios agregados familiares: “Que trabalho tem sido feito pelo Governo para promover lares sem fumo?”, questiona a parlamentar.

O mesmo estudo, sustenta Ella Lei,  mostra uma realidade ainda mais alarmante, ao concluir que muitos dos jovens entrevistados tiveram o primeiro contacto com o cigarro ou na escola ou em ambiente escolar. Preocupada com a questão,  a deputada quer saber se o combate ao tabaco é para os estabelecimentos de ensino uma preocupação premente: “Nos espaços públicos fechados já é proibido fumar, mas as escolas têm seguido estas indicações? De que recursos necessitam os estabelecimentos de ensino para garantir, efectivamente, que não se fumas nas escolas?”

Na interpelação que dirige ao Governo, Ella Lei Cheng I mostra-se ainda preocupada com o que considera ser o desinvestimento, por parte da Administração, nas estratégias de divulgação dos males do tabaco. Uma boa parte dos adolescentes inquiridos ao abrigo do Estudo sobre o Consumo do Tabaco pelos Jovens de Macau sustentam que a informação a que têm acesso nas escolas  sobre os malefícios do tabaco é pouco relevante. Ella Lei quer, fundamentalmente, que o paradigma se altere: “Que medidas específicas vai o Executivo tomar com o propósito de reforçar a educação anti-tabágican nas escolas?”, interroga a deputada.

 

 

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