Coutinho ameaça com marcha lenta de veículos

 

1-manif

“Inconclusiva”. Foi esta a palavra que Pereira Coutinho utilizou para caracterizar a reunião que ontem manteve com o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo Rosário e em que foi discutido o ajustamento das taxas de remoção e depósito de veículos, que entrou em vigor no início do ano. Rápido e “sem qualquer tipo de consenso”, o encontro que aconteceu ontem serviu, mais uma vez, para demonstrar o desagradado de um grupo de cidadãos face ao “aumento exagerado” das taxas, disse o deputado.

“O Governo está intransigente e não está a levar em consideração as dificuldades de um grupo sectorial da comunidade”, avançou Pereira Coutinho ao PONTO FINAL. “São taxas manifestamente exageradas que, de facto, têm estado a causar um mal-estar junto de muita gente da comunidade. Devia ser feito de uma forma gradual para não criar tantos sacrifícios porque isto toca mesmo na algibeira das pessoas”, defendeu.

O também presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) defende que os novos regulamentos implementados pelo Executivo têm influências directas nas famílias do território: “[O ajustamento faz com que a qualidade de vida das famílias se degrade porque hoje em dia Macau é uma cidade cara: as rendas são elevadas, as taxas dos silos públicos aumentaram, o custo de um parque de automóvel subiu drasticamente – cerca de 20 por cento – as rendas para o estacionamento dos automóveis também subiram… Portanto, o Governo está a fomentar a subida dos principais bens essenciais”, assinalou Pereira Coutinho.

Ao PONTO FINAL, o deputado disse que o grupo de cidadãos vai reunir para decidir “qual é o próximo passo a dar”. Uma eventual marcha lenta de automóveis e motociclos pela cidade continua em cima da mesa: “Já tivemos uma reunião com as entidades policiais e estamos à espera que o secretário nos diga qual o elo de ligação para a gente resolver esta questão da eventual marcha lenta dos automóveis”, explicou Pereira Coutinho.

O deputado – que liderou o protesto contra a actualização das taxas de remoção de veículos que decorreu no dia 8 de Janeiro – destacou ainda que “por um lado, deixa-se importar carros, mas, por outro, o Governo não cria mais silos públicos ou parques de estacionamento”. No fundo, “não arranja uma solução” para o problema, ressaltou. J.F.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s