Conselho do Planeamento Urbanístico discutiu Zona B dos Novos Aterros

Com uma área total de 350 hectares, os Novos Aterros serão a pedra basilar do desenvolvimento de Macau ao longo das próximas três décadas. O Plano Director das novas áreas urbanas ainda não saiu da fase de estudo e os membros do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) queixam-se da falta de informações concretas sobre a matéria.

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O Governo continua sem avançar com pormenores e respostas concretas às interrogações dos membros do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) relativamente ao desenvolvimento das Zonas B e E1 dos Novos Aterros Urbanos. Ontem, na primeira reunião plenária do organismo realizada em 2007, foi apresentada um plano geral considerado pela larga maioria dos presentes “pouco detalhado”.

Com uma área de 49 hectares – que se deverá destinar à criação de novas instalações para os serviços públicos e judiciais – a Zona B dos Novos Aterros Urbanos ainda se apresenta projectada de forma pouco detalhada. Os membros do Conselho de Planeamento Urbanístico mostraram-se particularmente preocupados com as áreas verdes, a protecção ambiental, a rede rodoviária e a falta de calendarização.

As três fases de auscultação do Projecto do Plano Director dos Novos Aterros já terminaram e o Governo garante que os estudos e as avaliações continuam a decorrer: “Nós fizemos três consultas e ainda não temos um plano muito pormenorizado. Por isso, (…) ainda não posso dar dados detalhados. (…) As interrogações que estão na vossa cabeça também estão na minha”, assumiu Raimundo do Rosário. O secretário para a Obras Públicas e Transportes adiantou que a concepção do projecto está a ser conduzida tendo por base “critérios de cientificidade”: “Vamos tentar apresentar uma solução o mais científica possível”, insistiu o Governante.

A construção do quarto acesso entre Macau e a Taipa – de modo a beneficiar progressivamente a rede viária da Península e das ilhas – já está contemplada no planeamento apresentado ontem, garantiu um dos representantes do Governo. Contudo, o vogal Wu Chou Kit defendeu que ainda não é completamente claro que tipo de equipamento fará a ligação ao quarto acesso e perguntou como será concretizada essa ligação de forma a aliviar o trânsito.

“O transporte terrestre é o mais importante e nós temos que dar mais enfâse [a esse aspecto]”, considerou outro dos vogais do organismo, questionando a possibilidade de vir a ser instalada nas imediações uma estação de metro ligeiro: “Esta zona está destinada aos órgãos políticos e judiciais, (…) Temos que considerar a deslocação das pessoas, os trabalhadores da função pública, por exemplo”, defendeu.

Manuel Iok Pui Ferreira, por sua vez, sublinhou a importância do lançamento de  concursos públicos na sua intervenção: “Eu espero ver dois concursos separados, um para a concepção e outro para construção. Só assim serão concedidas maiores oportunidades aos arquitectos”. O Governo respondeu que “a entidade responsável irá pensar” nessa hipótese.

 

Rui Leão, por outro lado, defendeu que comparativamente ao plano anterior, “houve um grande desenvolvimento” e que esta é “uma proposta mais séria”, designadamente ao nível dos transportes e dos espaços públicos. Com o documento em mãos, o arquitecto deixou, ainda assim, algumas sugestões: “A infra-estruturação, nomeadamente estacionamentos públicos, é muito importante para viabilizar a zona. Todo o espaço público verde devia ter o devido equipamento de acessibilidade de estacionamento. (…) A forma como está desenhada a rotunda parece que a via rápida será desmultiplicada (…). Se for esse o caso, não vejo muita certeza que seja a melhor opção”, critica.

Na resposta, o Governo sublinhou que está atento à questão da protecção ambiental: “Sobre a circulação do ar, já temos no Conselho de Planeamento Urbanístico uma exposição para a previsão da distância dos edifícios e da altura dos edifícios para a boa circulação do ar”, referiu um representante do Governo. Quanto à arborização da Zona B, há já um artigo para que contemple todos os terraços dos edifícios e a área verde marginal foi ampliada, complementaram os representantes do Executivo. J.F.

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