Marfim continua a entrar na China através de Macau a um ritmo difícil de avaliar

 

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O Governo Central anunciou que pretende acabar com o comércio ilegal de marfim através das fronteiras da República Popular da China no prazo de um ano, enquanto Hong Kong quer aumentar as penas para os crimes contra a natureza e deixar de ser um ponto negro no mapa do tráfico de marfim dentro de cinco anos. Até lá, Macau continuará a fazer parte da rota desse comércio ilegal, com um peso difícil de estimar devido à ausência de dados estatísticos.

De acordo com um relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês), a vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong é o quinto lugar do planeta onde se apreendem anualmente mais toneladas de marfim, constituindo, a par dos Estados Unidos da América e da China, um dos três maiores mercados de marfim do mundo. Uma parte que se supõe significativa do marfim que passa por Hong Kong é escoado para a China Continental através de Macau.

Em declarações ao PONTO FINAL, Cheryl Lo, responsável do WWF-Hong Kong pelo acompanhamento do combate aos crimes contra a natureza, admitiu que “não há muitos dados disponíveis sobre o comércio de marfim através de Macau”, mas que a cidade está presente na rota que permite a entrada na China de quantidades significativas de artigos feitos com a matéria-prima extraída das presas de elefantes é inegável: “A nossa investigação sobre o tráfico de marfim ouviu um comerciante de marfim de Hong Kong que descreveu como a mercadoria entrava na China através de Macau”, observou.

“À vezes, eles [os compradores da China Continental] compram o marfim [em Hong Kong], e depois ‘escapam’ para Zhuhai através de Macau – tão simples”, conta o referido comerciante, citado no relatório do WWF.

Mais de 30 mil elefantes são chacinados todos os anos em África, sobretudo para a extracção das suas presas. A maioria desse marfim é canalizado para os mercados asiáticos, sobretudo para a China e Tailândia, com Hong Kong a desempenhar um papel-chave nesse comércio ilegal.

 

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