Pequim quer Trump do lado certo no combate às alterações climáticas

As autoridades do Continente instaram o novo presidente dos Estados Unidos da América a respeitar os compromisso alcançados com o Acordo de Paris. Pequim garante que tem a intenção de aplicar nas suas políticas domésticas as directivas impostas pelo tratado da capital francesa.

8845010-stop-global-warming

O Governo da República Popular da China convidou esta segunda-feira a nova administração dos Estados Unidos da América, encabeçada por Donald Trump, a combater em conjunto as alterações climáticas e sublinhou que todos os países devem respeitar e zelar pelo cumprimento do Acordo de Paris.

Hua Chunying, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, garantiu em conferência de imprensa que Pequim tem “mantido contacto” com o novo Executivo norte-americano: “A China está disposta a trabalhar com todas as partes, incluindo a nova Administração dos EUA, para continuar com o diálogo e a cooperação sobre a questão das alterações climáticas”, disse Hua.

A porta-voz do organismo responsável pelas relações exteriores do Governo do Continente considerou o Acordo de Paris um “marco histórico”, que a China tem intenção de implementar nas suas políticas domésticas e quer promover no exterior.

“É um feito que não foi fácil de alcançar. Todos os países deviam seguir a tendência, aproveitar a oportunidade, adoptar acções e implementar o acordo para benefício das gerações futuras”, referiu.

Hua Chunying insistiu na vontade de Pequim de trabalhar junto com Trump, apesar das críticas do Presidente norte-americano às políticas comerciais do país asiático ou a sua aproximação a Taiwan, que Pequim considera território seu e não uma entidade política soberana.

“Estamos prontos para trabalhar com a nova Administração (dos Estados Unidos) de uma forma construtiva, para solucionar as nossas diferenças e evitar que perturbem as relações gerais entre os dois países”, afirmou a porta-voz.

Durante a campanha e já como Presidente eleito, Donald Trump culpou o país asiático de “manipulação da moeda”, ou “batotice”, e ameaçou taxar os produtos chineses em 45 por cento.

Alguns analistas consideram que poderá ocorrer uma guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta: “As guerras ou confrontações comerciais não produzirão vencedores, apenas prejudicarão os interesses de ambos e de todas as partes”, afirmou Hua, que instou Washington a resolver com Pequim as suas disputas e desacordos em matéria comercial.

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s