Angela Leong defende flexibilidade na fiscalização às indústrias criativas

Angela Leong questionou o Governo sobre a actuação do Executivo face às indústrias criativas do território. O balanço de 2016 ainda está por concluir, mas os números de 2015 foram considerados positivos pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam. A deputada e empresária defendeu a flexibilização das acções de fiscalização conduzidas pelo Governo.

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As indústrias criativas estiveram em discussão na sessão de perguntas e respostas que decorreu durante a tarde de ontem no hemiciclo. A análise dos números do ano passado ainda não foi concluída, mas o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura Alexis Tam, garantiu que as receitas de 2,2 milhões de patacas obtidas pelo sector em 2015 reflectem o contributo significativo do sector das indústrias criativas para a economia do território.

O sector, a que não era atribuída especial importância há uns atrás, tem estado na linha da frente dos incentivos e das preocupações do Governo, assegura Alexis Tam: “De acordo com os estudos de mercado, as empresas [de indústrias criativas] conseguem sobreviver e manter o seu negócio. Algumas podem até ter lucro”, garantiu o responsável pela pasta dos Assuntos Sociais e Cultura.

A deputada Angela Leong On Kei valoriza as medidas de apoio do Governo, mas lamenta que “o âmbito da fiscalização do Governo” tenha ultrapassado o domínio do financiamento. A deputada acusa o Governo de procurar orientar a exploração das plataformas, “transformando-se num verdadeiro decisor das plataformas financiadas” e considera que “embora a indústria da cultura exija políticas de apoio, esta não deve ser controlada por demasiados meios administrativos”.

Desde há dois anos, já foram subsidiadas oito plataformas de serviços locais e foram disponibilizadas mais de uma centena de estúdios para fins de arrendamento a pequenas e médias empresas do sector. As medidas merecem o aplauso de Angela Leong: “O Governo tem envidado esforços e a disponibilização de plataformas de serviços a favor das empresas desta vertente é uma componente relevante da política promotora destas indústrias”, reconheceu a deputada e empresária.

Alexis Tam assume que os bons resultados obtidos são consequência do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, mas também do investimento feito pelo Governo no desenvolvimento do sector, tendo em vista a diversificação da economia do território:  “Em 2014, as nossas 1038 empresas [de indústrias culturais] empregavam 7093 pessoas. Em 2015, as empresas da mesma indústria aumentaram para 2708, passando a integrar 1,092 pessoas [nos quadros]”, esclareceu o secretário.

A par das plataformas, a revitalização dos prédios industriais que se espalham por Macau foi uma das medidas implementadas para promover o apoio à criatividade, tanto para propiciar situações vantajosas para ambas as partes, como para contornar as rendas altas do mercado privado: “Prestamos apoio em muitos casos. No passado, ajudámos as empresas do sector a entrarem em prédios revitalizados e tivemos experiências de sucesso. No futuro, vamos desenvolver mais trabalhos”, garantiu o dirigente, dando como exemplo o espaço Anim’Arte Nam Van, onde se prevê a atribuição de mais lojas ao sector privado através de concurso público. J.F.

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