Elemento não-jogo em crescendo nas escolhas dos turistas, sublinha novo estudo

Um estudo desenvolvido pela Bernstein Research indica que o jogo continua a ser o principal factor de atracção para os turistas que assoma ao território provenientes da China continental. Mas as compras e os restaurantes também pesam cada vez mais. Juntas, as duas opções até ultrapassam as horas passadas nos casinos.

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Os resultados de um estudo vêm agora indicar que o jogo continua a ser a principal razão pela qual os turistas da China continental assomam a Macau, ainda que as actividades relacionadas com a vertente não-jogo constituam um factor de atracção em crescendo, avançou o portal World Casino News. De acordo com o inquérito efectuado a 1900 inquiridos e conduzido pela corretora Bernstein Research, metade dos turistas provenientes da China continental viajou junto com um cônjuge ou um membro da família, ao passo que outros 30 por cento chegaram na companhia de amigos, com a maioria a manifestar a expectativa de gastar mais ou pelo menos o mesmo que gastaram em anteriores visitas.

Segundo o mesmo portal, dois terços dos inquiridos revelaram que estiveram em Macau nos últimos dois anos. Já 49 por cento visitaram o território durante os últimos doze meses. Entre este grupo, 43 por cento viajou mais do que uma vez para Macau e 17 por cento já cá esteve em três ou mais ocasiões: “A maioria dos visitantes vê o jogo como uma extensão da experiência de férias mas não necessariamente a única razão para visitar Macau”, escreveram no mesmo estudo os analistas da Bernstein Research, Vataly Umansky, Zhen Gong e Yang Xie.

“Compras e restaurantes são aspectos importantes com o tempo passado em ambos a ultrapassar as horas passadas no jogo. Os visitantes planeiam gastar um montante mais elevado nas viagens subsequentes”, acrescentaram os analistas.

O mesmo estudo conclui que apenas 5 por cento dos jogadores podem representar até 40 por cento da receita agregada bruta de jogo, em comparação com os 20 por cento que se julga serem responsáveis por aproximadamente 80 por cento dos ganhos em Las Vegas.

O inquérito revela ainda que, entre os que jogaram, 5 por cento comunicou perdas superiores a 4,340 dólares americanos por visita, com a média de perdas a rondar os 9,050 dólares. A Bernstein Research alega que este grupo representa 41 por cento da receita bruta de jogo agregada, ao mesmo tempo que há uma “indicação razoável” de que isso constitui o que a indústria chama de jogadores premium do mercado de massa.

Segundo o World Casino News, em relação à viagem e estadia, o estudo aponta que a duração média da visita para os residentes da província vizinha de Guangdong era de 1.5 dias. A média sobe para as 2.2 noites para aqueles que chegam de destinos mais longínquos. A investigação indica ainda que 80 por cento dos visitantes que ficam apenas uma noite usam como meio de entrada preferencial o Visto de Visita Individual, um resultado que não surpreende os analistas, uma vez que os visitantes de origens mais longínquas do que a província de Guangdong passam mais tempo na viagem, o que os leva a prolongar a visita.

“Com o jogo de massa e o crescimento da pernoita como um factor-chave, as preferências e comportamentos dos consumidores estão a tornar-se mais importantes na avaliação do futuro do mercado do jogo de Macau”, referiram ainda os analistas, citados pelo mesmo portal.

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