Organização para a Cooperação Islâmica quer minoria rohingya protegida

 

Os países membros da Organização para a Cooperação Islâmica anunciaram ontem, em Kuala Lumpur, a criação de um fundo de apoio aos rohingya. O organismo exigiu ainda que o governo birmanês tome medidas concretas para proteger a minoria.

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A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) pediu esta quinta-feira à Birmânia mais medidas para proteger a minoria muçulmana rohingya. O estado de Rakhine, onde a etnia habita, encontra-se desde Outubro sob uma operação de segurança do exército.“Acreditamos que é preciso muito mais para resolver o problema no estado de Rakhine”, no oeste da Birmânia e onde reside a maior parte dos ‘rohingya’, disse o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, no discurso de abertura da reunião extraordinária da Organização para a Cooperação Islâmica convocada pela Malásia.

Najib, que anunciou um fundo de apoio aos ‘rohingya’, instou as autoridades birmanesas a levar aos tribunais os responsáveis dos alegados abusos perpetrados contra a dita minoria.

De seguida os 57 ministros dos Negócios Estrangeiros que integram a organização reuniram-se à porta fechada para abordar o assunto na reunião de um só dia que decorreu em Kuala Lumpur.

No início de Janeiro, o escritório da Organização das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCAH) disse em comunicado que cerca de 65.000 membros daquela minoria muçulmana fugiram para o Bangladesh desde que foi iniciada a ocupação militar.

No passado dia 9 de Outubro, um ataque contra três postos da polícia da localidade de Maungdaw, no norte de Rakhine e na fronteira com o Bangladesh, atribuído a insurgentes ‘rohingya’ desencadeou uma campanha de represálias por parte do Exército.

Organizações a favor dos direitos humanos denunciaram desde então numerosas violações, torturas, roubos e execuções perpetradas por militares contra a população ‘rohingya’.

Mais de um milhão de rohingya vivem em Rakhine, onde sofrem uma crescente discriminação desde o surto de violência sectária em 2012, que causou pelo menos 160 mortos e deixou cerca de 120.000 pessoas confinadas em 67 campos.

A Birmânia não reconhece a cidadania aos rohingya – considerados pelas Nações Unidas uma das minorias mais perseguidas do planeta – considerando-os imigrantes bengaleses, e impõe-lhes restrições, incluindo a privação de movimentos.

 

 

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