Agente da PJ que agrediu animal faz “mea culpa”

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Miguel Quintal Chan, o agente da PJ envolvido no caso de maus-tratos a um cão, publicou durante a tarde de ontem um vídeo na sua conta do facebook em que assume o seu comportamento “incorrecto” e pede desculpas pelas suas acções. Na mensagem, com uma duração de 1:20, o agente admitiu que recorreu a uma forma “muito errada” de ensinar o seu animal de estimação e que se arrependeu do que fez.

“Depois de reflectir depois do sucedido, sinto que devo assumir publicamente o que fiz, pedir desculpa e admitir que o erro foi meu ao deixar as minhas coisas desorganizadas e deixar que acontecesse [o animal, recorde-se, danificou um par de sapatos”, disse Miguel Chan no vídeo, acrescentando que, ao adoptar o cão, “devia ter paciência e usar melhores formas de educar o animal, em vez de o agredir”.

O agente da Polícia Judiciária considerou ainda que está disposto a aceitar as críticas e a punição, e prometeu reflectir sobre o que fez, uma vez que o seu comportamento alarmou a população, as pessoas que gostam dos animais e os que lhe são mais próximos. No final do vídeo, depois de duas vénias diante da câmara, repetiu a palavra “desculpa” por três ocasiões.

Miguel Chan contou ao PONTO FINAL que adoptou Pasu há mais de três meses – assume que sempre gostou muito de cães – e que, desde que o animal lhe foi retirado, o visita no canil todos os dias, apesar de achar que “pode não ser possível” levar o cão consigo de volta para casa brevemente.

Quando questionado sobre a publicação do vídeo da agressão no Facebook, o agente garante que não tenciona accionar quaisquer mecanismos legais decorrentes de questões como o direito à privacidade: “Eu errei e as pessoas têm consciência quando vêm algo injusto. Qualquer pessoa que goste de animais tem direito a publicar o vídeo”, considerou.

O vídeo do pedido de desculpas público atingiu as 10,000 visualizações no espaço de uma hora. Algumas pessoas mostraram o seu apoio, outras criticaram as suas acções: “Apoio significa que me querem ajudar, crítica significa razão”, reconhece Miguel Quintal Chan.

No que diz respeito às questões feitas pelo PONTO FINAL sobre o processo disciplinar e as reclamações das associações de defesa de direitos dos animais, o agente da Polícia Judiciária negou-se a responder, justificando que precisa da autorização da polícia de investigação do território para poder falar sobre o assunto.

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