Mak Hak Neng expôs incapacidade dos Serviços de Alfândega

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Desde 2005 ou 2006 que o motorista de Ho Chio Meng ia mensalmente à República Popualar da China, através das Portas do Cerco, para depositar dinheiro nas contas individuais do ex-Procurador no Banco de Construção da China e no Banco Agrícola da China. Apesar de no início o montante depositado ser apenas de “algumas dezenas de milhares de dólares de Hong Kong”, rapidamente acabou por atingir valores entre os 200 mil e 300 mil dólares, montantes acima do autorizado por lei.

“ Ho Chio Meng entregou-me dinheiro em numerário para levar para a China e as cadernetas das contas. Foi por volta de 2005 ou 2006. No início eram só algumas dezenas de milhares de dólares de Hong Kong, depois passou a ser valores entre os 300 mil, 200 mil e 100 mil dólares”, afirmou Mak Hak Neng.

A questão causou perplexidade ao procurador-adjunto, Chan Tsz King, que questionou como era possível Mak Hak Neng conseguir passar pelos Serviços de Alfândega, quando a lei limita o montante de dinheiro vivo com que se pode sair do território em cerca de 8 mil dólares norte-americanos, ou seja cerca de 69 mil patacas à taxa de câmbio actual. O dinheiro, disse ontem no TUI o antigo motorista, era transportado em notas de 1000 e 500.

“Mas como é que você conseguia atravessar as fronteiras com esse montante? E se fosse apanhado? Se não me falha a memória o máximo autorizado é de 8 mil dólares norte-americanos…”

Mak Hak Neng remeteu-se ao silêncio nesta altura, mas explicou que às vezes trocava os dólares por yuans ainda no centro comercial subterrâneo, após a fronteira.

O motorista disse que as viagens mensais para depositar dinheiro nas contas de Ho Chio Meng se prolongaram até quase ao fim do mandato do ex-Procurador: “Agora já não acontece. Era uma coisa que acontecia antes de haver mudança no ex-Procurador. Agora já nem temos oportunidade para nos encontrar”, desabafou.

Sobre a justificação dada por Ho Chio Meng para o transporte, Mak Hak Neng disse que o ex-Procurador lhe tinha dito que o dinheiro se destinava à compra de lembranças para o Ministério Público.

 

J.S.F.

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