CY Leung criticou independentistas no último discurso no LegCo

Na sua última deslocação ao Conselho Legislativo da antiga colónia britânica enquanto Chefe do Executivo, CY Leung voltou a fazer mira aos que defendem a independência de Hong Kong. O dirigente lembrou que a população de Hong Kong tem a obrigação de “salvaguardar a soberania e a segurança” nacionais.

1.CY Leung.jpg

O chefe do Governo da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong, CY Leung, lançou esta quarta.-feira novamente uma dura advertência contra os defensores de independência na apresentação das suas últimas Linhas de Acção Governativa no Conselho Legislativo da antiga colónia britânica.

No discurso introdutório da apresentação das suas últimas políticas, CY Leung reiterou que Hong Kong é “parte inalienável” da China e que os residentes têm a obrigação de “cumprir a Lei Básica e salvaguardar a soberania e segurança nacional e a integridade territorial”: “Não há absolutamente espaço para a independência ou qualquer forma de separação”, afirmou CY Leung, que se viu confrontado com movimentos pró-independência na fase final do seu mandato de cinco anos.

O chefe do executivo iniciou o seu discurso com um ligeiro atraso, depois de o deputado da Liga Social Democrata Leung Kwok-hung (conhecido como ‘Long Hair’ ou ‘cabelo comprido’) ter avançado com uma moção de adiamento, rejeitada, porém, pelo presidente do LegCo, Andrew Leung, que afirmou que tal tipo de iniciativa apenas se aplica a debates. Na sua intervenção, CY Leung também destacou o que o seu Governo fez ao longo dos últimos quatro anos, num tradicional balanço da açcão governativa.

Segundo a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK), CY Leung afirmou que a economia de Hong Kong conheceu um crescimento moderado, com a taxa de desemprego a manter-se a um nível baixo, que o Governo se esforçou para promover o desenvolvimento das indústrias emergentes, que a oferta de terrenos e de habitação “subiu significativamente” e estão ainda em curso muitos projectos de infra-estruturas, e que o Governo “tem feito todos os esforços para aliviar a pobreza e aumentar os cuidados aos idosos”.

O impopular líder de Hong Kong, considerado por muitos dos seus críticos como “um fantoche” de Pequim, anunciou a 9 de Dezembro que deixaria o cargo em Julho e que não voltaria a concorrer ao lugar de chefe do executivo citando razões familiares.

O líder do Governo de Hong Kong é seleccionados por um colégio eleitoral de 1.200 membros representativos dos diversos sectores sociais. A eleição para o cargo tem lugar a 26 de Março, enquanto a tomada de posse ocorre a 1 de Julho, data da transferência da soberania de Hong Kong do Reino Unido para a China.

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s