Aterros a passo de caracol

Três por cento. De acordo com o Centro da Política da Sabedoria Colectiva foi quanto cresceu a área da Zona A dos Novos Aterros Urbanos durante o ano passado. O organismo quer garantias do Governo de que a empreitada de terraplanagem da estrutura estará concluída até Março, data em que se esgota o acordo de 90 dias assinado com uma empresa de Cantão para o abastecimento de Areia.

1.Aterros.JPG

Durante o ano passado, a área do chamado aterro da zona A cresceu apenas três por cento. A denúncia é feita num comunicado de imprensa pelo Centro da Política da Sabedoria Colectiva, um “think tank” liderado pelo deputado Ho Ion Sang e tido como próximo da União Geral das Associações dos Moradores de Macau.

O organismo, que culpa o interregno verificado no abastecimento de areia pelos parcos progressos registados ao longo do último ano, insta o Governo a estugar o passo e a procurar garantir que os prazos originais relativos à empreitada de terraplanagem não sofram novos atrasos. Chan Ka Leong, vice-presidente do Centro da Política da Sabedoria Colectiva, defende mesmo que o Executivo deve ser capaz de conduzir nos próximos meses o trabalho que não conseguiu fazer durante todo o ano passado.

De acordo com o organismo, em Março de 2015 o Governo já tinha conseguido garantir a conclusão de 75 por cento da estrutura. Com três quartos do aterro já executados, as autoridades locais viram o infortúnio bater-lhes à porta com a suspensão, por parte das autoridades da vizinha província continental de Guangdong, do abastecimento da areia necessária para a conclusão do projecto.

O impasse manteve-se durante grande parte do ano passado. No final de Dezembro, e de acordo com os dados facultados ao Centro da Política da Sabedoria Colectiva pelo Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI), apenas 78 por cento da empreitada de terraplanagem da zona A dos Novos Aterros Urbanos estava concluída, o que significa que em 2016 a área efectiva do aterro cresceu apenas 3 por cento.

No comunicado que enviou à imprensa, o organismo liderado por Ho Ion Sang lembra que pelo aterro da zona A passam parte substancial das políticas de desenvolvimento económico e social delineadas pelo Executivo. Conquistado ao mar, o terreno vai estar ligado à ponte Hong Kong-Macau-Zhuhai e deve receber 28 mil novas fracções de habitação pública, de acordo com o que foi anteriormente anunciado pelo Governo. A conclusão da empreitada de terraplanagem, lembra Chan Ka Leong, já foi adiada por mais de um ano e a possibilidade de novos atrasos ensombra a concretização bem sucedida dos planos governamentais previstos para o local.

A 9 de Novembro último, recorda o Centro da Política da Sabedoria Colectiva, as autoridades do território assinaram um memorando de 90 dias com uma empresa de Cantão tendo em vista a retoma do abastecimento de areia. O prazo do acordo assinado na recta final do ano passado termina nos primeiros dias de Março sem que haja qualquer garantia oficial de que o prazo será suficiente para que os trabalhos de terraplanagem sejam concluídos. Chan Ka Leong lembra que quanto mais cedo a obra estiver terminada, mais cedo o Governo terá capacidade para avançar para outras empreitadas, como a construção de estradas, esgotos e redes de abastecimento eléctrico na Zona A dos Novos Aterros.

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s