Uber sem medo da concorrência dos serviços de Rádio-Táxi

A gestora da Uber em Macau, Trasy Lou Walsh, afirmou que os rádio-táxis servem um público diferente do público que se serve da aplicação móvel, pelo não são vistos como uma ameaça. Em 2016, os utilizadores da aplicação percorreram 3,3 milhões de quilómetros nas estradas do território.

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João Santos Filipe

Apesar de em Abril o serviço de rádio-táxis regressar às estradas do território, a Uber não se mostra preocupada com a possível concorrência. Ontem a responsável pela empresa em Macau, Trasy Lou Walsh, explicou que as plataformas vão servir públicos diferentes, mesmo quando existe a possibilidade de também os táxis serem chamados a partir de uma aplicação móvel: “Estamos a operar num modelo muito diferente dos rádio-táxis porque eles têm um número fixo de carros e condutores. O nosso número de condutores depende das situações, da procura e oferta ao longo dos diferentes períodos de tempo. Isto é igualmente uma das nossas vantagens”, disse Trasy Lou Walsh.

Segundo os dados revelados pela Uber, em 2016 os utilizadores percorrem 3,3 milhões de quilómetros nas estradas do território, o que equivale a 83 voltas ao mundo. Entre os clientes, 59 por cento são do sexo feminino e 41 por cento masculino. Já o tempo de espera caiu de 8,1 minutos em Janeiro para 4,4 minutos Dezembro. O objectivo é que o tempo fique abaixo dos 4 minutos este ano.

Numa altura em que o Governo declarou guerra ao estacionamento ilegal, a Uber diz que ainda é cedo para perceber se pode lucrar com as acções da polícia: “Não sei se as nossas receitas vão beneficiar com esta campanha [contra o estacionamento ilegal] porque não sabemos se ela vai continuar. Precisamos de mais tempo para ver o que vai acontecer”, explicou a responsável, durante um encontro com jornalistas.

“Não sabemos se o Governo vai aumentar as multas para os condutores da Uber, mas o que gostava de dizer é que vemos muitos utilizadores da Uber nas outras partes do Mundo a desistirem de utilizar as suas próprias viaturas. Isto é algo que gostávamos de fazer em Macau, queremos que os utilizadores considerem que a rede de transportes é tão confiável que não precisam de um carro”, acrescentou.

 

Diálogo com o Governo para breve

 

Também durante este ano a plataforma espera conseguir reestabelecer o diálogo com o Governo, de forma a que possa ser finalmente encontrada uma solução para que posso funcionar de forma legal em Macau: “Temos estado em contacto [com o Governo] e temos esperança em ter um diálogo construtivo brevemente. A indústria de aluguer de veículos através de aplicações móveis é uma das soluções que está ao dispor de Macau para apoiar a diversificação da indústria e estamos confiantes que vai ser aproveitada”, disse Trasy Lou Walsh.

Em 2016 os destinos mais populares foram as Portas do Cerco, o Terminal Marítimo do Porto Exterior e o Cotai. Sobre os condutores da Uber, Trasy Lou explicou que muitos estão ligados à indústria do jogo, como ex-promotores de jogo, croupiers, supervisores de mesas de jogo e donos de restaurantes.

Ainda na altura do ano novo a Uber vai ter uma opção para que os utilizadores possam doar brinquedos para as crianças necessitadas, numa parceria realizada em conjunto com a Caritas Macau.

 

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