Portugueses no CEFCO para conquistar parceiros do sector MICE da China

Entre os cerca de 800 participantes da edição de 2017 do China Expo Forum for International Cooperation (CEFCO 2017), que decorre até amanhã no Venetian, figuram vários representantes dos países de língua portuguesa. Entre eles, há quem procure incrementar o sector de convenções e exposições de Portugal, atraindo parceiros do cada vez mais próximo mercado da China continental.

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Sílvia Gonçalves

Arrancou ontem a 13.ª edição do China Expo Forum for International Cooperation (CEFCO 2017), em que Macau se afigura como a primeira região anfitriã do fórum fora das fronteiras da China continental. O evento, que congrega cerca de 800 profissionais da indústria de convenções e exposições (MICE, na sigla inglesa), acolhe vários representantes dos países de língua portuguesa. Luís Coelho chega de Portugal em representação do grupo Minor Hotels, que adquiriu recentemente a cadeia de hotéis Tivoli. O gerente de vendas traz como propósito atrair parceiros do sector MICE da China para Portugal, aproveitando o impulso das novas ligações aéreas entre os dois países. Presente está também Laura Vidal, presidente da plataforma Conexão Lusófona, que pretende formalizar a presença da associação em Macau.

“Para nós o maior interesse em estar aqui tem a ver com as expectativas que temos na abertura de uma nova ligação aérea para Portugal, que está prevista para Quanzhou, cidade situada a 200 quilómetros de Xangai. O nosso interesse é o fluxo da China para Portugal, tentar incrementar um bocadinho o negócio de MICE, atendendo à dimensão deste mercado, tentar entrar neste mercado”, explica Luís Coelho ao PONTO FINAL.

E no mercado chinês o grupo Minor Hotels prepara-se para construir os primeiros hotéis, o que deverá acontecer, conta o gestor, em 2017 e 2018: “Atendendo a que a cadeia é tailandesa, e que temos bastantes unidades hoteleiras – 150, pelo menos 70 na Ásia – e que temos algumas aberturas previstas para a China, temos muito interesse neste mercado”, conta. Para o gestor, que marca presença no CEFCO em representação da presença que a cadeia já tem em Portugal, importa cativar parceiros da indústria MICE para que ali realizem os seus eventos: “Queremos tentar fazer com que as empresas chinesas organizem os seus incentivos, os seus congressos em Portugal. Desde que cheguei, conheci aqui algumas pessoas, mas isto acabou de começar. Já visitei os expositores que estão lá em baixo, mas estamos na expectativa de conhecer alguns parceiros”, assume Luís Coelho.

Macau afigura-se, assim, apenas como ponte de ligação com o mercado de grande escala que se encontra do outro lado da fronteira: “Tudo o que possa gerar negócio para Portugal, interessa-nos. Mas temos mais expectativas, atendendo à dimensão do mercado, na China continental”, confessa.

Na perspectiva do associativismo, Laura Vidal chega ao CEFCO a convite da Associação de Jovens Empresários Portugal-China, em representação da associação Conexão Lusófona, a que preside. “É uma rede global de jovens da lusofonia, que está espalhada um pouco por todo o mundo, em países da CPLP, mas também em países com fortes diásporas, onde há uma presença lusófona, também aqui em Macau”. A passagem pelo território serve o propósito de estabelecer contactos e parcerias com outras associações: “Enquanto organização convidada, estamos no fundo numa experiência de intercâmbio, de networking com pessoas de outras associações que vieram também a convite da Associação de Jovens Empresários Portugal-China, e portanto num lógica de parcerias, de projectos em conjunto. É interessante para a Conexão Lusófona, que dinamiza uma série de projectos na área da cultura, das indústrias criativas, da comunicação”, explica.

O intuito é agora o de fixar a Conexão Lusófona – que já está registada “em Portugal, Brasil, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe” – também em Macau: “Eu estendi a minha estadia aqui para abrir uma série de portas, e a ideia é fazermos o registo local, a formalização da associação. Sempre tivemos jovens macaenses e chineses que colaboraram desde os primórdios do projecto”, fundado em 2009. A ideia, explica, é “tentar estar aqui de uma forma mais continuada e mais regular, no âmbito daquilo que são os projectos que nós já temos desenvolvido em outras geografias. E tem a ver com a promoção de eventos que promovam a lusofonia”, conclui Laura Vidal.

 

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