DSAT vai criar 120 lugares de estacionamento para pesados no Cotai

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) vai criar 120 lugares de estacionamento para veículos pesados. A garantia foi ontem dada à deputada Ella Lei, na sequência de uma reunião que o organismo manteve com representantes da Associação Geral dos Empregados do Ramo de Transporte de Macau.

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Elisa Gao

O Governo vai criar na zona do Cotai 120 novos lugares de estacionamento destinados em exclusivo a veículos pesados. A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego vai avançar já em Fevereiro para a criação de 40 espaços de estacionamento para camiões e outras viaturas pesadas na área Parque Industrial da Concórdia. Os restantes 80 lugares serão acrescentados durante o mês de Março na Estrada Flor de Lótus.

O anúncio foi ontem feito pelo organismo governamental na sequência da reunião que manteve com representantes da Associação Geral do Ramo de Transporte de Macau. No encontro, em que também marcaram presença as deputadas Ella Lei Cheng I e Kwan Tsui Hang, a DSAT comprometeu-se também a criar um parque de estacionamento provisório no NAPE, no terreno situado em frente ao MGM.

A necessidade de espaços de estacionamento para veículos pesados foi evocada pela Associação Geral do Ramo de Transporte de Macau depois de terem entrado em vigor, no início do ano, as novas normas e as novas taxas relativas à remoção de veículos estacionados de forma irregular. Após o encontro de ontem, Ella Lei lembrou que as empresas e os profissionais do ramo dos transportes sempre foram penalizados pela insuficiência de lugares de estacionamento destinados a veículos pesados.  A deputada defendeu mesmo que os profissionais do sector se viram ao longo dos últimos anos forçados a cometer contravenções pelo facto do Governo não ter conseguido acompanhar a expansão do sector: “Independentemente do facto da DSAT ter ajustado as taxas , os condutores de veículos pesados não estacionavam de forma irregular propositadamente. Viam-se obrigados a fazê-lo porque nunca existiram lugares de estacionamento em número suficiente”, assegura.

“No caso dos autocarros de turismo, a falta de lugares de estacionamento só se tornou um problema quando o sector se tornou demasiado grande. Os condutores dos autocarros de estacionamento têm instruções da parte das empresas para estacionar onde puderem. Se forem multados, têm de pagar do próprio bolso”, complementou Ella Lei.

Durante a reunião de ontem, a deputada lembrou os responsáveis da DSAT que o Posto Fronteiriço do Cotai dispõe de uma área de estacionamento de veículos pesados que nunca foi potencializada e que se encontra actualmente encerrada. A deputada lembrou ainda que no terreno situado frente ao MGM onde os Serviços para os Assuntos de Tráfego se propõem construir um parque de estacionamento provisório encontram-se várias viaturas que aparentam ali ter sido abandonadas. O organismo dirigido por Lam Hin San comprometeu-se a abrir um concurso público para o rearranjo do espaço e para a criação no local de um parque de estacionamento destinado em exclusivo a veículos pesados.

No encontro que a DSAT manteve ontem com a Associação Geral dos Empregados do Ramo de Transporte de Macau esteve também sobre a mesa a questão da subida das taxas de re-inspecção de veículos. Caso uma viatura não passe os procedimentos de inspecção, os proprietários dos veículos terão de pagar 2000 patacas no caso dos motociclos e 4000 mil patacas no caso dos automóveis para que o veículo seja re-examinado.

Em Novembro entraram em funcionamento dois novos centros de inspecção, um na Areia Preta e outro no Cotai. Os representantes da Associação que ontem esteve reunida com a DSAL criticam o organismo por não ter submetido as duas estruturas a um período de funcionamento experimental mais alargado e contestam a instabilidade dos dados obtidos nas primeiras semanas de funcionamento dos dois centros.

Au Hou Sang, vice-director da Associação Geral dos Empregados do Ramo de Transporte de Macau, que trabalha no sector da manutenção de veículos,  detalhou à imprensa porque razão os profissionais do sector estão preocupados: “Há muitos anos que fazemos este tipo de trabalho na Taipa e asseguramos que a manutenção é feita sem qualquer margem de erro, mas se o sistema de inspecção  nos dois centros não estiver estável e bem calibrado e estiver na origem de avaliações erradas, aquilo que esperamos é que o Governo reconheça o erro e inclua um mecanismo de recurso na lei”.

A DSAT não esclareceu se vai ou não incluir na legislação em vigor o tal mecanismo de recurso, mas lembrou que os proprietários dos veículos inspeccionados podem solicitar de imediato um segundo teste, por sinal gratuito. As justificações não convenceram Ella Lei, que situa o principal problema no facto de não ser dada a possibilidade aos proprietários dos veículos de efectuarem um contra-teste junto de entidades independentes: “Os receios da indústria dos transportes prendem-se com o facto de não terem a possibilidade de verificar os dados electrónicos e de perceberem se a culpa é do veículo ou se é da máquina no caso das viaturas não passarem os procedimentos de inspecção”, enuncia a deputada.

Ella Lei espera que a DSAT considere a inclusão na lei de um mecanismo de recurso que possa facultar aos proprietários dos veículos a possibilidade de efectuarem uma segunda inspecção sem que haja lugar ao pagamento das taxas agora propostas.

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