Profissionais com pensamento crítico. A chave para o desenvolvimento da indústria turística de Macau

A aposta nos projectos de investigação desenvolvidos por alunos finalistas do grau de licenciatura continua a ser defendida pelo Instituto de Formação Turística de Macau (IFT). São cada vez mais as empresas do sector do turismo procuram saber o que os alunos aprendem sobre uma das indústrias com mais destaque no território, assinalou a responsável pelos projectos de investigação da instituição, Laurie Baker-Malungu.

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O Instituto de Formação Turística de Macau (IFT) mantém-se fiel à valorização dos projectos de investigação realizados pelos alunos finalistas dos cursos de licenciatura disponibilizados pelo organismo. Desde há três anos, a ideia materializa-se no Simpósio para Estudantes da Indústria do Turismo (Ted Summit, a partir da designação em língua inglesa), uma iniciativa na qual os estudantes têm a oportunidade de apresentar, ao público em geral, as conclusões dos seus trabalhos sobre a evolução da indústria do turismo e da hospitalidade.

Espalhadas por diferentes salas nas instalações do IFT, as sessões de apresentação decorreram simultaneamente. Os quatro melhores projectos, anunciados após a conclusão do certame, foram distinguidos com bolsas de investigação. Os alunos premiados representam os programas de Gestão Turística, Gestão de Património, Gestão Hoteleira e Gestão e Programação de Eventos Turísticos.

A presidente do IFT, Fanny Vong, considera a iniciativa “uma boa plataforma para os estudantes explorarem tópicos diferentes e que são relevantes para o seu trabalho futuro”. A responsável acredita que o evento pode promover o sector do turismo em Macau: “Nós sabemos que é muito importante formar alunos com pensamento crítico, uma vez que o turismo em Macau evolui e enfrentamos desafios e problemas. (…) As mentes dos mais jovens são mais abertas em termos de perspectivas”, afirmou a dirigente.

O Ted Summit é uma “celebração” das vantagens e de todo o processo que envolve a realização dos trabalhos investigativos: “Precisamos de subir um nível acima daquele que apenas garante que os estudantes têm capacidades operacionais. Queremos que eles consigam perceber quando existem problemas e que, activamente, consigam resolver esses problemas”, explicou Laurie Baker-Malungu, docente do IFT responsável pela coordenação das teses académicas.

“O próprio processo da tese é um processo que motiva o pensamento crítico e, enquanto componente [de final de curso], significa que cada aluno, individualmente, tem de passar por esse processo”, referiu a docente. Baker-Malungu acrescenta que “quando os alunos realizam a tese, já passaram por seis meses de estágio – trabalharam um pouco na indústria –, têm todo o conhecimento adquirido no curso e realizaram vários projectos. Por isso, tendo em conta o seu ano de finalistas, isto [a tese] é o clímax de tudo e permite-lhes demonstrar que conseguem dar o passo seguinte”, remata.

Apesar das vantagens assinaladas por Laurie, investir nos projectos de investigação pode constituir um “risco” para o Instituto de Formação Turística. A coordenadora da equipa que supervisiona os projectos de investigação salientou que, ao contrário do que é praticado nos restantes estabelecimentos de ensino superior do território – onde realizar tese é uma “opção” –, “[no IFT] todos os alunos que frequentem uma licenciatura científica devem concretizar a componente de pesquisa individual. É um requisito para a conclusão da licenciatura”.

A obrigatoriedade deste instrumento de avaliação acarreta para a instituição um considerável investimento em termos de recursos humanos: “Todos os estudantes dispõem de dois supervisores que trabalham individualmente com eles. Enquanto instituição, precisamos de pensar num investimento a longo prazo. É um desafio para os alunos e para a faculdade”, apontou a docente.

A indústria do turismo de Macau mostra-se cada vez mais atenta àquilo que é feito no IFT e Baker-Malungu garante que, esse, é um dos factores que ajuda a impulsionar o trabalho dinamizado pela instituição: “Esta é a terceira vez que organizamos este evento. Começámos por suplicar às pessoas para se juntarem ao painel [de jurados] da indústria; (…) agora temos pessoas a dizer-nos ‘Vamos enviar o nosso director-geral’ ou ‘Queremos que o nosso director de recursos humanos esteja presente’. Este desenvolvimento num período de tempo tão curto confirma que estamos na direcção certa.” J.F.

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