Mak Soi Kun coloca em causa credibilidade de estatísticas populacionais

 

131002132956-macau-10-densely-populated-horizontal-large-gallery

Durante os próximos três anos a população do território deve crescer ao ritmo de 1,9 por cento ao ano, atingindo os 710 milhares de almas em 2020. As conclusões são do Relatório do Estudo sobre a Política Demográfica de Macau, documento que é citado por Mak Soi Kun numa interpelação escrita que o deputado dirige ao Governo.

O relatório estima que no quinquénio compreendido entre 2020 e 2015 a taxa de crescimento da população do território possa abrandar para 1,1 por cento ao ano. Em 2025,  a RAEM deve superar a barreira dos 750 mil habitantes, mas Mak Soi Kun desconfia das conclusões do documento. O Governo sustenta que mais tarde ou mais cedo o território deverá sentir o impacto de tendências como a diminuição da taxa de fertilidade, o aumento da esperança de vida ou a necessidade de dar resposta a desafios de natureza económica e social. A aplicação das políticas sociais promovidas pelo Governo terão como pilar fundamental o Relatório do Estudo sobre a Politica Demográfica de Macau, mas Mak Soi Kun sustenta que as linhas orientadoras inerentes ao estudo poderão não ser verdadeiramente fiáveis. Num exercício comparativa, o deputado confronta as conclusões do Relatório com as estatísticas libertadas pelos Serviços de Estatísticas e Censos  e dá conta, por exemplo, de que o crescimento populacional em 2014 foi de 4,6 por cento e a taxa de natalidade de 11,8 por cento. Em 2015, a taxa  anual de crescimento da população caiu para apenas 1,6 por cento, ao passo que a taxa de natalidade – que se quedou nos 11 por cento – manteve-se quase inalterada.

A disparidade entre estimativas e estatísticas leva Mak Soi Kun a colocar em causa a cientificidade das previsões avançadas pelo Governo no relatório do Estudo sobre a Política Demográfica de Macau. O deputado pergunta mesmo se a fasquia dos 710 mil habitantes prevista pelo Executivo é o resultado de um cálculo científico  ou corresponde, por outro lado, a uma intenção política do Governo.

Na interpelação escrita que dirige ao Executivo, Mak Soi Kun recorda que a taxa de crescimento populacional diminuiu em termos homólogos entre 2014 e 2015. dizendo-se céptico face à possibilidade de Macau poder vir a ter 710 mil habitantes daqui a três anos.

Face à evolução irregular da população do território, o deputado quer saber se a falta de rigor das estimativas coloca ou não em cheque os planos de desenvolvimento económico gizados pelo Governo: “Se a população não atingir os 710 mil habitantes, que impacto é que uma tal incidência pode vir a ter no que diz respeito ao desenvolvimento económico do território a médio e longo prazo? O que fará o Governo para resolver as questões da falta de recursos humanos e do envelhecimento da população?”, questiona o deputado.

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s