Medidas de Li Keqiang e abertura para discutir integração de São Tomé na agenda de Echo Chan

 

Echo Chan voltou esta semana a assumir funções como secretária-geral adjunta do Secretariado Permanente do Fórum Macau com as atenções voltadas para as medidas relacionadas com Macau, anunciadas em Outubro por Li Keqiang. Sobre a possibilidade de São Tomé e Príncipe ser incluído entre os membros do Fórum, a secretária reitera uma posição de abertura e salienta que a discussão do tema só depende de uma solicitação do Estado santomense.

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Sílvia Gonçalves

Depois de se ter afastado do organismo, no final de 2015, Echo Chan volta a assumir funções como secretária-geral adjunta do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. No regresso a uma estrutura que conhece bem, aponta como prioridade implementar, no próximo triénio, as cinco medidas relativas a Macau de entre as 18 enunciadas em Outubro, na 5ª Conferência Ministerial do Fórum, pelo primeiro-ministro Li Keqiang. Duas semanas depois de São Tomé e Príncipe ter restabelecido relações diplomáticas com Pequim, em consequência do corte de relações com Taiwan, Echo Chan reitera a posição de abertura, já antes manifestada, perante a possível admissão do pequeno arquipélago equatorial no Fórum. A discussão sobre o tema será agendada quando São Tomé o solicitar, explicou ainda a secretária-geral adjunta, na recepção da Festa da Primavera do Secretariado Permanente do Fórum, que ontem decorreu.

No momento de retomar funções, as palavras de Echo Chan estendem-se primeiro a Lionel Leong, o titular da pasta da Economia e Finanças: “Gostaria de agradecer o apoio e o suporte do secretário para a Economia e Finanças. No ano passado tive que sair da função pública por razões pessoais e devo tudo ao apoio dele. Gostaria de agradecer ao secretário porque ele dá-me, mais uma vez, esta excelente oportunidade de trabalhar no Fórum Macau, para desenvolver a plataforma de Macau”, afirmou, em declarações à imprensa. Nesta segunda passagem pelo Secretariado Permanente, as prioridades estão estabelecidas. “Plataforma” é conceito soprado repetidas vezes: “Aquelas cinco medidas sobre a plataforma de Macau são o meu objectivo de trabalho principal. Promover Macau como centro, como plataforma financeira especial, implementar associações empresariais, a confederação dos empresários dos países de língua portuguesa. E o centro de jovens criativos, o centro de bilingues, o projecto do complexo da plataforma de Macau”, elencou a responsável.

Questionada sobre para quando está prevista a transferência para Macau da sede do Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa – um fundo de mil milhões de dólares norte-americanos -, a secretária-geral adjunta diz apenas que decorrem nesta altura “boas conversações” e que a transferência está a ser desenvolvida “pelos Serviços de Economia e o IPIM”. E poderá acontecer ainda este ano? “Vamos tentar, claro que nós queremos, sim. Esforçamo-nos todos e esperamos que possam instalar o mais rapidamente possível. Mas temos trabalhos a desenvolver. Mudar o fundo envolve muitos procedimentos. Mas houve muito boas conversas, esse trabalho está muito bem acompanhado por todos os serviços”, assinalou.

O Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente já tinha assegurado, no final de Dezembro, manter uma “atitude aberta” face à integração de São Tomé e Príncipe no Fórum Macau. A declaração surgiu escassos dias depois de anunciada a reabertura de relações diplomáticas entre aquele país e a República Popular da China. Agora, Echo Chan reafirma a abertura e dá conta da inexistência, para já, de uma solicitação por parte de São Tomé e Príncipe: “Estamos abertos, se São Tomé e Príncipe quiser solicitar ou se candidatar para ser um membro do fórum, nós podemos agendar para ser discutido dentro do esquema do Fórum. Mas neste momento ainda não temos informações”. Certo é que ainda nenhum encontro se afigura no horizonte: “Neste momento, não. Mas estamos abertos, se eles solicitarem ou iniciarem alguma coisa, estamos abertos para agendar, para discutir dentro do nosso esquema”, salientou a secretária.

Para Xu Yingzhen, directora-geral do Secretariado Permanente, o regresso de Echo Chan vem impulsionar o trabalho do organismo: “É muito positivo, para mim é uma notícia muito boa porque ela tem muita experiência do fórum. Antes já trabalhava no fórum, conhece os meus colegas e conhece o funcionamento do fórum. Creio que o seu regresso nos vai ajudar muito no trabalho futuro”, admite.

Na criação da plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa, Xu Yingzhen aponta como “áreas principais”, a  promoção das “vertentes de formação de bilingues e também a criação de um centro de intercâmbio cultural e de um centro de criatividade e empreendedorismo”, assume. “Iremos colaborar com o Governo da RAEM para promover os trabalhos para a implementação desses centros. E, ao mesmo tempo, o secretariado da federação dos empresários da China e os países de língua portuguesa. Iremos envidar esforços para a criação, com maior rapidez, desse secretariado em Macau”, acrescentou a responsável.

 

 

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