Associação saiu à rua para pedir aumentos salariais de cinco por cento

 

Macau Gaming Industry Frontline Workers' Union Co-Founder Cloee Chao

A Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo organizou esta segunda-feira uma manifestação para exigir às seis concessionárias de jogo aumentos salariais da ordem dos cinco por cento. Com início na praça do Tap Seac e término junto à sede do Governo, o protesto culminou com a entrega de uma petição ao Executivo. O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) estima que duas centenas de pessoas tenham participado no protesto, estimativa que fica aquém das contas da própria Associação, que dá conta da participação de cerca de três centenas de manifestantes.

De acordo com a emissora em língua chinesa da Rádio Macau, a presidente da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo, Cloee Chao, encabeçou o protesto e entregou o documento ao Governo, transmitindo a insatisfação dos trabalhadores do jogo perante a falta de aumento dos salários e redução do valor de assistência social dos funcionários, ainda que as operadoras continuem a lucrar mesmo durante a recessão económica sentida no território. A Sands China, única concessionária que anunciou aumentos durante o ano passado, furtou-se às críticas dos manifestantes.

A associação pretende que os salários sejam aumentados em todos os tipos de funções associadas à indústria dos casinos, nomeadamente na área do jogo, da administração, da engenharia, do ‘catering’, da segurança e da limpeza.

No mesmo documento, a associação afirma que os trabalhadores devem negociar com as empresas através da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), mas o facto de o projecto da Lei Sindical ser consecutivamente chumbado na Assembleia Legislativa impossibilita que a federação chame a si poder legal para representar os funcionários a implementar acordos colectivos.

Para além do aumento dos salários para todos os trabalhadores das operadoras de casinos, a Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo exige que as concessionárias reduzam o volume de trabalhadores não locais e instou o Governo a submeter o projecto da Lei Sindical assim que possível, iniciando o seu processo legislativo.

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