Soares, o “homem dos banhos de multidão”

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Fotografia: Arquivo Fundação Mário Soares

Mário Soares vai deixar “alguma saudade” em Macau, onde é lembrado como um homem que “provocava banhos de multidão”, para inconveniência das forças de segurança, recorda o advogado e presidente da Associação dos Macaenses, Miguel Senna Fernandes em declarações à Agência Lusa.

“A imagem que havia em Macau era de uma pessoa que sabia ouvir. Recordo-me que quando chegou a Macau, nas suas visitas, já como Presidente da República, era uma pessoa muito querida, estava muito habituado aos banhos de multidão, que ele próprio provocava”, lembra Senna Fernandes.

O causídico recorda como o político causava “constante preocupação ao pessoal da segurança” porque, ao contrário de “outras personalidades que se afastavam da multidão por razões de segurança”, Soares “fazia questão de quebrar [o aparato de segurança], juntava-se às pessoas, fazia questão disso”.

“Vamos sentir muita falta dele”, diz Senna Fernandes, lembrando como a estreia do seu grupo de teatro em patuá (dialecto local de base portuguesa), os “Doçi Papiaçám” foi dedicada a Soares.

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