Grupo de Ng Lap Seng vai apoiar construção das torres gémeas mais altas do mundo

A obra está prevista para a capital do Camboja, Phnom Penh, e tem a mão de Ng Lap Seng. O edifício, que deve destronar as Torres Petronas, deverá ter 560 metros e estar concluído o mais tardar em 2022.

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Duas empresas chinesas assinaram contrato para construir na capital do Camboja, Phnom Penh, duas torres gémeas que vão passar a ser as mais altas do mundo, superando em altura as Torres Petronas, em Kuala Lumpur. A informação foi ontem avançada pela imprensa da República Popular da China.

A Sino Great Wall International e o Wuchang Shipbuilding Industry Group vão construir as torres no prazo de cinco anos, que ficarão situadas nas margens do rio Mekong, vão ter 560 metros de altura (mais 108 do que as Torres Petronas) e serão também o quinto e sexto edifícios mais altos do planeta, escreveu esta quinta-feira o jornal China Daily.

O projecto, com um orçamento de 2.700 milhões de dólares e assinado a 31 de Dezembro, é financiado pelo Thai Boon Roong Group, do Camboja, o qual vai dar o nome aos arranha-céus, e também conta com o apoio da empresa de Macau Sun Kian Ip Group, liderada pelo empresário Ng Lap Seng, que aguarda julgamento nos Estados Unidos da América.

As duas torres e os edifícios próximos integram um projecto que inclui escritórios, apartamentos, hotéis e espaços comerciais e de entretenimento, segundo a imprensa do Camboja.

A construção do edifício, que será o mais alto do Sudeste Asiático, foi anunciado em Julho de 2015, menos de três meses antes de Ng Lap Seng ter sido detido nos Estados Unidos da América.

Apesar das boas intenções, só no último dia de 2016 é que a construção das torres gémeas ficou acertada entre a Sino Great Wall International e o Wuchang Shipbuilding Industry Group.

O projecto chegou, de resto, a ser dado como inviável pela imprensa cambojana, que colocava em causa os elevados custos e apontava o dedo à falta de transparência da empreitada, nomeadamente devido ao envolvimento de Ng Lap Seng. O magnata foi detido em Nova Iorque, suspeito de envolvimento num caso de corrupção.

O empresário é acusado de subornar o antigo presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, John Ashe, para que o diplomata apoiasse a construçção, no território, de um centro de convenções tutelado pela Organização das Nações Unidas.

 

 

 

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