Coutinho diz que Executivo quer resolver problema do trânsito com “castanhada nos cidadãos”

Um movimento de cidadãos apoiado por três associações locais – incluindo a ATFPM e os seus deputados –  agendou para o próximo domingo uma manifestação. A iniciativa tem por objectivo protestar contra os aumentos nas multas por estacionamento.

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João Santos Filipe

Um grupo de cidadãos apoiado pela Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau, Associação de Auto-ajuda dos Trabalhadores de Macau e Poder da Associação do Jogo de Macau vai manifestar-se no domingo contra o aumento das multas de trânsito.

Com a entrada em vigor,  a 1 de Janeiro, de um despacho do Chefe do Executivo foram várias os montantes das multas por estacionamento ilegal que aumentaram. No caso do valor por remoção de um veículo ligeiro o aumento foi de 300 patacas para 1500 patacas: “O Governo escolheu a forma mais simples de resolver os problemas do trânsito: dar uma castanhada nos cidadãos. Isto está mal e é por isso que fazemos o apelo para que todas as pessoas apareçam”, afirmou o presidente da ATFPM e deputado José Pereira Coutinho.

“Esta é pura e simplesmente uma manifestação de desagrado com origem nos cidadãos de Macau, que nos fizeram chegar através de várias plataformas o seu desagradado com o facto do Governo os ter brindado no dia 1 de Janeiro com um aumento desproporcional e exorbitante nas multas”, acrescentou.

A manifestação está agendada para o próximo Domingo às 14h00 com concentração na Praça do Tap Seac. Depois os participantes vão entregar uma petição ao Chefe do Executivo, na sede do Governo. Os organizadores não avançaram com uma previsão sobre o número de participantes, mas mostram-se confiantes que o protesto possa surtir os resultados desejados: “Se no passado uma manifestação onde compareceram 20 mil pessoas foi suficiente para levar o Chefe do Executivo a retirar as pensões milionárias para o secretários… Retirar este despacho não é nada, são, como se diz em inglês, peanuts [amendoins]”, defendeu Coutinho.

 

Luta mais dura

 

Por sua vez, Lei Kit Meng, presidente da Associação de Auto-ajuda dos Trabalhadores de Macau afirmou que caso o Executivo não oiça os manifestantes, que há disponibilidade para endurecer esta luta.

Já Stephen Lau, presidente da Poder da Associação do Jogo de Macau, criticou o Executivo por não ter ouvido nem a população, nem a Assembleia Legislativa: “O Governo devia ter ouvido a opinião da população. Questiono também porque é que uma decisão deste tipo foi aprovada sem ter passado pela Assembleia Legislativa”, questionou Stephen Lau.

 

José Pereira Coutinho, que contou com o apoio do seu colega de bancada Leong Veng Chai, deixou depois críticas ao Conselho Consultivo de Trânsito, que alegadamente terá dado o seu aval a estes aumentos: “Os conselhos consultivos em Macau, na sua maior parte, funcionam por nomeação. As pessoas só assumem responsabilidades perante quem as nomeou e não representam a população”, acusou.

 

 

 

 

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