Recados para o futuro no balanço do ano do Chefe do Executivo

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Fernando Chui Sai On operou no sábado um balanço de 2016, mas, mais do que para o passado, a mensagem do Chefe do Executivo está direccionada para o futuro. Chui Sai On prometeu que o Governo que lidera vai continuar a seguir as indicações de Pequim. Apesar  de garantir que vai zelar pela autonomia da RAEM, o Chefe do Executivo assumiu que o território se deve desenvolver, tanto a título político como económico, tendo a estratégia nacional como referente.

 

 

 

O chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, prometeu no sábado seguir as orientações de Pequim e “unir e orientar toda a sociedade” para “amar a pátria e Macau” e garantiu o respeito pela autonomia da Região Administrativa Especial.

“Sob a égide da política orientadora de ‘um país, dois sistemas’ e ‘Macau governado pelas suas gentes’ com alto grau de autonomia, o Governo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau], no processo da acção governativa, tem vindo sempre a cumprir escrupulosamente a Lei Básica”, sublinha Fernando Chui Sai On na sua mensagem de ano novo, referindo-se à lei que funciona como uma constituição para a cidade.

Chui Sai On acrescenta que, em paralelo, “o desenvolvimento actual de Macau é inseparável do forte apoio do Governo Central” e que “no futuro, para alcançar um maior desenvolvimento, a construção de Macau continuará a depender do apoio da pátria e do apoio da população”.

“No processo de desenvolvimento de uma sociedade é natural que surjam dificuldades e desafios. Iremos, em cumprimento das orientações do senhor Presidente [da China] Xi Jinping, unir e orientar toda a sociedade na continuidade e na promoção da tradição ‘amar a Pátria e Macau’. Persistiremos em planear e desenvolver trabalhos conforme a perspectiva geral da estratégia nacional e atendendo à importância da continuidade da prosperidade e da estabilidade de Macau”, afirma Chui Sai On.

Na mesma mensagem, o líder do Governo do território lembra que o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visitou no ano passado o território, onde participou na quinta conferência ministerial do Fórum Macau, que promove as relações económicas e comerciais entre a China e os países de língua portuguesa, a qual teve “grande sucesso”.

Li Keqiang “anunciou 18 medidas e políticas de apoio à cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa e, ainda, 19 políticas de apoio a Macau, demonstrando o total carinho e o forte apoio do Governo Central ao desenvolvimento da RAEM”, sublinha, prometendo seguir as orientações deixadas pelo primeiro-ministro.

Sobre a economia de Macau, em recessão por causa da queda das receitas dos casinos durante mais de dois anos, entre Junho de 2014 e Agosto último, Chui Sai On refere que o território entrou em 2016 ainda “numa fase de ajustamento profundo”, mas que, “todavia, graças aos esforços conjuntos de toda a sociedade, a conjuntura geral manteve-se estável, permitindo a concretização do superavit financeiro e o pleno emprego da população”.

 

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