Kei Lun aponta à manutenção mas não se inibe de sonhar

A formação que tem agora o ex-treinador do Ka I, Joseclér, ao leme aponta para a manutenção. Porém – e com a Liga de Elite mais enfraquecida – não deixa de sonhar com voos mais altos.

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João Santos Filipe

Depois de na época passada ter sido a última equipa a salvar-se da descida, o Kei Lun volta a estabelecer como objectivo a manutenção no próxima edição da Liga de Elite. Nesta luta a formação conta com um reforço de peso, o técnico Joseclér. O treinador, ex-Ka I, aceitou mudar-se para o Kei Lun devido a um convite de um amigo e “por paixão ao futebol”, abdicando de ser pago.

“Estamos neste momento a trabalhar para montar uma equipa e tentar manter-nos na Liga de Elite. Depois se conseguirmos esse objectivo vamos ver até onde podemos ir”, disse ontem o novo técnico do Kei Lun, ao PONTO FINAL.

“É uma equipa que quase desceu na temporada passada e vai ser um grande desafio principalmente para montar a equipa, que não é nada de novo para mim”, frisou.

Neste momento a equipa tem garantido um reforço brasileiro e aguarda a confirmação de outro. Estão igualmente confirmados cerca de cinco jogadores locais e outros seis da República Popular da China: “Estamos a tentar montar um onze forte com mais dois ou três jogadores suplentes que possam entrar em jogo mantendo a qualidade, também para que possamos tentar lutar com os clubes mais estruturados, como Benfica, Monte Carlo e CPK”, explicou

Joseclér espera que Benfica, Monte Carlo e CPK sejam as equipas mais fortes da Liga Elite até porque mantêm as estruturas montadas em anos anteriores: “O Benfica é uma equipa com um investimento forte, temos depois o Monte Carlo, que tem uma base boa, e o CPK. Depois parece que há um desnível com as outras equipas ainda a tentarem montar as estruturas”, sublinhou.

 

Liga mais desnivelada no topo

 

Contudo, este cenário que o técnico afirmou ser negativo, até porque Ka I e Sporting de Macau vão ter cortes significativos nos orçamentos, pode fazer emergir alguns jogadores locais.

“Há muitos jogadores sem créditos nem valor no mercado, mas que vão surgindo e que amam o futebol. Esses jogadores podem surpreender”, explicou sem deixar de realçar que têm sido “os jogadores estrangeiros a fazer diferença”.

Joseclér abordou igualmente a saída do Ka I, que se deveu a uma redução no investimento da formação devido a cortes orçamentais: “O Ka I, como normalmente acontece, monta a equipa à última da hora e avisaram-me de repente que não havia dinheiro para um projecto com condições para ter jogadores brasileiros à semelhança dos anos anteriores”, contou Joseclér.

“Naturalmente entendi as razões do clube. Eles deixaram claro que não ia haver certas condições e eu aceitei sem qualquer problema. Por mim fiquei tranquilo. Aceitei a justificação e a vida continua”, concluiu.

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