Mão-de-obra importada continua a cair. Construção civil sofre sangria

No período de um ano, o número de operários da construção civil empregados nos estaleiros do território caiu mais de vinte por cento. A tendência estende-se, de resto, aos demais sectores: no final de Novembro, a mão-de-obras importada que trabalhava no território era 2,38 por cento inferior à que laborava em Macau no período homólogo de 2015.

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A mão-de-obra importada voltou a diminuir em Novembro, em termos anuais homólogos, fixando-se em 177.897 trabalhadores, menos 2,38 por cento no final do mês passado em relação ao mesmo período de 2015.

De acordo com dados da Polícia de Segurança Pública (PSP), disponíveis no portal da Direção para os Assuntos Laborais, os Trabalhadores Não residentes (TNR) de Macau eram menos 4.349 do que em Novembro de 2015.

Em Novembro, a China continuou a ser a principal fonte de mão-de-obra importada de Macau, com 113.529 trabalhadores, seguida das Filipinas (26.565) e do Vietname (14.859).

O sector dos hotéis, restaurantes e similares absorveu a maior fatia de mão-de-obra importada (49.666), seguido do da construção (35.465). É na construção que está a haver a maior diminuição de trabalhadores não residentes: eram 44.576 no final de Novembro de 2015, ou seja, diminuíram 20,4 por cento desde então até ao final do mês passado.

No espaço de um ano foram inaugurados em Macau pelo menos três ‘resorts’ com casinos – o Studio City, o Wynn Palace e o The Parisian – que criaram milhares de empregos ao longo dos últimos anos.

A mão-de-obra importada equivalia a 45,6 por cento da população empregada de Macau estimada no final de Outubro.

Em Setembro, o número de TNR havia já caído 474 trabalhadores em comparação com Setembro de 2015, a primeira diminuição, em termos anuais homólogos, desde Novembro de 2010.

Em Outubro, a mão-de-obra importada de Macau diminuiu pela segunda vez consecutiva desde 2010, para 178.215 trabalhadores não residentes. O universo de trabalhadores não residentes galgou os 100 mil pela primeira vez na história da Região Administrativa Especial chinesa em 2008.

Macau contava, no final de 2000, com 27.221 trabalhadores não residentes, 39.411 em 2005, 110.552 em 2012, 170.346 em 2014 e 181.646 em 2015.

O ‘pico’ foi atingido em Junho último, com 182.459 trabalhadores contratados ao exterior.

Portadores do chamado ‘blue card’, os trabalhadores não residentes podem permanecer em Macau enquanto estiver válido o seu contrato de trabalho, não possuindo direito de residência.

Apesar de perfazerem mais de um quarto da população de Macau – 27,6 por cento dos 652.500 habitantes estimados no final de Junho –  os trabalhadores não residentes não contam, por exemplo, com um mandatário formal de uma associação de imigrantes no seio da Concertação Social.

A ala laboral tem assento, mas a situação dos trabalhadores não residentes difere da dos locais, sendo regulada por uma lei específica.

 

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