Ching Fung: Do badminton para o “Bolão”

Estreante no escalão máximo do futebol de 11 de Macau, o Ching Fung tem vindo a conseguir promoções sucessivas desde que se inscreveu na IV Divisão, em 2013. Para este ano, a equipa orientada por João Rosa aponta para um lugar logo atrás dos tradicionais favoritos.

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Rodrigo de Matos

A Liga de Elite, principal competição de futebol de 11 do território, está a caminhar a passos largos rumo à definição dos plantéis com que as equipas vão encarar a prova. Entre elas, há uma estreante absoluta: o recém-promovido Ching Fung. A equipa já tem praticamente garantidos seis reforços estrangeiros – alguns deles com experiência do futebol de Macau – mas os objectivos para a prova são comedidos e passam por terminar entre os seis primeiros. Um lugar logo abaixo dos tradicionais favoritos já seria um bom resultado.

Foi como um grupo de entusiastas e praticantes do badminton que o Ching Fung foi criado há um valente par de anos. O clube foi crescendo e, em 2013, resolveu expandir-se para outras modalidades: o futebol surgiu no horizonte e João Rosa – que tinha estado à frente do entretanto extinto Kuan Tai – assumiu as rédeas do projecto. Nesse mesmo ano, os responsáveis conseguiram reunir um grupo de jovens, alguns ex-integrantes dos escalões de formação da selecção de Macau, e inscrever uma equipa no campeonato da IV Divisão. Ano após ano, a formação tem vindo a conseguir sucessivas promoções e, agora, chega ao escalão máximo, onde poderá medir forças com os mais fortes conjuntos do futebol local: “O Ching Fung é formado por um bom grupo de jogadores. A base da equipa vem de trás mas é bastante jovem, com alguns futebolistas com experiência de selecção de Macau”, explicou João Rosa. “A estes  e até porque tivemos este ano algumas saídas – juntamos agora três jogadores africanos e outros três brasileiros, cujos nomes não posso ainda revelar porque falta ainda formalizar os contratos, mas posso dizer que alguns têm já experiência no futebol de Macau”, revelou o técnico.

 

Objectivo é aparecer logo atrás dos grandes

 

Em declarações ao PONTO FINAL, João Rosa admite que a sua equipa, apesar dos reforços, deverá estar ainda longe de se poder bater com os conjuntos mais fortes do Bolão, em termos de classificação: “Somos uma equipa que não tem carácter lucrativo nem conta com grandes patrocínios, ao contrário de outros conjuntos que têm um estatuto semi-profissional em Macau”, explica o responsável. Rosa inclui no lote de favoritos para este ano o tricampeão em título Benfica, o tradicional Monte Carlo, o Chao Pak Kei (CPK), o incontornável Ka I e até o Kei Lun, que poderá ser a sensação do campeonato, ao ter garantido a contratação do técnico brasileiro Josecler, que tem construído ao longo de muitos anos no futebol de Macau um invejável currículo no banco do Ka I: “O Ching Fung irá tentar, obviamente, a melhor classificação possível. Mas somos realistas e sabemos reconhecer o valor das outras equipas. Por isso, vamos tentar conseguir ficar logo atrás dessas que consideramos as favoritas. Se terminarmos em quinto ou em sexto, já será muito bom para nós”, admite.

 

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