Ano Novo, iniciativas novas

O Creative Macau entra em 2017 com um programa diverso de actividades. Logo em Janeiro, o espaço recebe uma exposição de Alexandre Marreiros e a criação de um concurso de cartazes para dar imagem à 8ª edição do Sound & Image Challenge International Festival em Janeiro. Lúcia Lemos, coordenadora do Creative Macau, também falou ao PONTO FINAL sobre o festival Sound & Image. A submissão dos trabalhos para as competições de curtas-metragens e vídeos-musicais – ‘SHORTS’ e ‘VOLUME’ – arranca já no dia 16.

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Terminada que está a edição deste ano de Sound & Image Challenge International Festival, a Creative Macau – um dos promotores do festival – aposta num novo elemento para o evento de 2017. Em meados do mês de Janeiro, será lançado um concurso internacional de design de posters para a concepção da imagem da 8ª edição da iniciativa.

“Será internacional e, no fundo, serve para ver se teremos uma imagem mais apelativa, dinâmica e jovial”, explicou Lúcia Lemos, coordenadora do Creative Macau – Centro para as Indústrias Criativas – ao PONTO FINAL sobre a introdução do concurso de cartazes nas actividades do festival: “Vamos dar algumas directrizes, mas não tenho ainda muito para revelar. Ainda tenho de verificar determinadas normas para ver se há algum interesse e se o próprio regulamento – que eventualmente será simples – criará algum interesse aos concorrentes”, acrescentou. A responsável refere ainda que, havendo cartazes vencedores, a organização terá de pensar no que poderá oferecer para atrair candidatos internacionais. A competição de cartazes está garantida, mas Lúcia Lemos assinala que, apesar de “definida”, “está a repousar para se ter mais certeza de como vai ser”.

O festival, que se define a si mesmo como uma “plataforma de encontro entre realizadores finalistas internacionais e os cineastas de Macau”, contou com mais de dois mil visitantes, incluindo residentes, turistas e realizadores, que assistiram a cerca de seis dezenas de filmes.

Os realizadores e produtores convidados chegaram a Macau de vários pontos do globo – Elaine Xia, dos Estados Unidos da América, Rodrigo Rezende Meireles, do Brasil, Liqian Yang da China Continental, Coke Riobóo de Espanha, Kaveh Jahed do Irão e Marie Fages de França – e marcaram uma presença assídua nas projecções.

Ao PONTO FINAL, Lúcia Lemos mostrou-se grata pelo facto de o Festival suscitar um interesse cada vez maior por parte de quem se associa ao evento:  “Este ano, os convidados que vieram foram muito presenciais, estiveram sempre nas projecções, estiveram sempre dentro do festival. Assistiram às projecções dos outros filmes que não eram deles porque também se seguiam, como no ano passado, de conversas e debates entre eles e com o público”. Em comparação com o ano passado, “estiveram mais ‘in loco’”, “talvez pela nacionalidade, porque Macau era qualquer coisa de extraordinário aos olhos deles ou porque se sentiram muito bem em Macau”, sugere a responsável.

 

Por outro lado, os cineastas locais não se mostraram tão disponíveis, garantiu Lúcia Lemos: “Não foi assim tão entusiasmante porque eles estavam todos muito ocupados com o outro festival [Festival Internacional de Cinema de Macau], apesar de seis deles serem realizadores locais e fazerem parte do painel do júri”. Estiveram, maioritariamente, presentes nas festas, ou seja, “nas alturas em que é muito importante estar: na abertura do festival e na entrega dos prémios. Depois também houve alguns convívios, por exemplo em jantares”, explicou a coordenadora.

 

EXPOSIÇÃO DE ALEXANDRE MARREIROS MARCA ARRANQUE DA PROGRAMAÇÃO DA CREATIVE MACAU PARA 2017

 

Tal como tem vindo a acontecer nos últimos anos, a Creative Macau aposta mais uma vez numa exposição individual para iniciar o seu calendário anual de actividades. Este ano, Alexandre Marreiros é o artista convidado a dar a conhecer os seus trabalhos. O arquitecto e artista plástico português, que reside e trabalha no território, expôs pela primeira vez num museu – Museu de Arte de Macau – entre os meses de Junho e Julho deste ano.

“O Alexandre vai expor pintura, desenho e instalação. Basicamente vai consistir em trabalhos novos”, mas que servem o desenvolvimento do trabalho que mostrou recentemente em Macau, esclareceu Lúcia Lemos.

“Ele foi convidado porque eu conheço o trabalho dele, conheço a capacidade dele de exposição e sei que é um bom trabalho. Acho que é bastante apropriado começar o ano com um trabalho daquela natureza. É um trabalho bastante diversificado, normalmente bastante satírico”, avançou.

De 12 a 18 de Janeiro, os visitantes da Creative Macau vão poder apreciar os trabalhos artísticos de Alexandre Marreiros inseridos na exposição “Clube Tropicália”. J.F.

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