Dicionário “made in Macau” procura voluntários para crescer

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Um professor de português e tradutor do território lançou um dicionário ‘online’ português-chinês e procura voluntários para poder fazer crescer a plataforma.

“Abrir a base de dados do dicionário e o código de programa da página na Internet aos utilizadores que se interessem pelo desenvolvimento contínuo” do dicionário figura entre as possibilidades que Iao Kam Kong equaciona, já que tem tratado de “tudo sozinho”, desde o lançamento desta plataforma, em meados de 2014.

O “Dicionário Iao” (disponível em http://www.iao-dicionario.com/ ) conta com quase 200 mil dados – mais de 90.000 entradas chinesas e mais de 100.000 portuguesas –, oferecendo definições de termos em português e em chinês, incluindo, por exemplo, os nomes nas duas línguas da Região Administrativa Especial chinesa.

A ideia de criar o dicionário surgiu depois de constatar a falta de dicionários práticos e actualizados de português-chinês e chinês-português, explica Iao Kam Kong, de 54 anos, que dedica o seu tempo livre ao dicionário.

Segundo Iao Kam Kong, o portal recebeu aproximadamente 50 mil visitas este ano, um número que supera as do cômputo do ano passado. A interactividade é, no entanto, maior na página do Facebook que criou, sublinha à agência Lusa.

Na procura de um termo em língua portuguesa, o portal vai ‘buscar’ o significado a uma série de outros ‘sites’ como ao Priberam ou ao Dicionário da Porto Editora; enquanto para o chinês usa, por exemplo, o Moedict.

Para ambas as pesquisas, recorre ao dicionário multilingue Glosbe chinês-português/português-chinês. Com a base de dados que dispõe, Iao considera que o projecto pode continuar a desenvolver-se no sentido de até vir a dar um dia origem a uma aplicação de telemóvel.

A curto e médio prazo, Iao tem outras ideias para o dicionário.

Depois de terem incluído, este ano, sinónimos e antónimos em português, o professor do Centro de Difusão de Línguas dos Serviços de Educação e Juventude de Macau gostaria também de “desenvolver uma base de dados áudio”, mas isso carece de um outro sistema informático que não domina.

No ‘site’ é já possível ouvir a pronúncia de palavras, em português e em chinês, nomeadamente através da plataforma Forvo.

Excluída não está também a possibilidade de desenvolver um banco de imagens, com léxico de plantas e animais, por exemplo, adianta Iao Kam Kong.

 

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