Associação apela a Chefe do Executivo para implementar sufrágio universal em 2019

A associação Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau pediu a Chui Sai On que cumpra uma das promessas eleitorais que fez e inicie os primeiros passos em direcção à implementação do sufrágio universal.

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Elisa Gao

 

A associação Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau entregou ontem uma petição no Palácio do Governo em que pede a Chui Sai On para que avance com o desenvolvimento do regime político. No documento, a associação pede ao Chefe do Executivo que comece a tomar as medidas necessárias para que em 2019 a eleição para o líder do Governo seja realizada através de sufrágio universal.

Os deputados António Ng Kuok Cheong e Au Kam San escreveram na petição o resultado de uma sondagem sobre as políticas do Governo, realizada no ano passado, que concluiu que mais de 60 por cento das pessoas entrevistadas queriam que em 2019 todos tivessem direito a um voto na eleição do líder do Governo. Ao mesmo tempo, apenas 10 por cento dos inquiridos se mostravam abertamente contra a outra opção.

Além disso, a mesma sondagem revelou que mais de 70 por cento dos cidadãos de Macau querem que a Assembleia Legislativa seja eleita através de sufrágio universal e que mais de metade dos deputados da AL sejam eleitos através de eleições directas, ao contrário do que acontece actualmente: “Na revisão da Lei Eleitoral não vemos mudanças que aumentem para mais de metade o número de deputados eleitos directamente”, afirmou Helu Chan, representante da associação.

O mesmo membro explicou, depois, que sem o consentimento do Chefe do Executivo o método das eleições para o líder do Governo ou para a Assembleia Legislativa não pode ser alterado porque é Chui Sai On quem tem de fazer o pedido chegar ao Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional.

Já durante a discussão das Linhas de Acção Governativa para a área da Administração e Justiça os dois deputados se tinham mostrado contra o que disseram ser “a estagnação política”. Por sua vez, Sónia Chan respondeu que a implementação dos órgãos municipais sem poder político é a prioridade e que só depois disso o Governo vai considerar implementar eleições por sufrágio universal.

“Estamos à espera que o Chefe do Executivo peça à secretária da tutela para fazer um plano sobre os órgãos municipais que depois possa ser alvo de consulta pública. No final esperamos uma eleição de forma directa por todos os residentes de todas zonas”, concluiu Helu Chan.

Além da petição, a Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau vai organizar um fórum na terça-feira para debater a implementação do sufrágio universal e o desenvolvimento democrático de Macau. A discussão vai ter lugar às 15h00, no Jardim do Mercado Municipal do Iao Hon.

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