Oficiais filipinos negam acusações de extorsão a magnata da indústria do jogo

Dois oficiais  dos Serviços de Imigração das Filipinas acusados de extorquirem o promotor de jogo Jack Lam Yin-Iok negaram as acusações. O magnata da indústria do jogo  com fortes ligações ao território foi acusado pela presidência filipina de sabotagem económica e de corrupção ao mais alto nível.

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O caso que tem gerado polémica nas Filipinas e que envolve altos quadros dos Serviços de Imigração e o magnata da indústria do jogo, Jack Lam Yin-Iok, conheceu nos últimos dias uma reviravolta, noticiou ontem o diário South China Morning Post. De acusado de corrupção, Lam Yin-Iok é agora considerado vítima de um enredo de extorsão que envolve altos quadros dos Serviços de Imigração filipinos.

No início de Dezembro, Jack Lam, presidente do grupo Jimei International Entertainment, que explora o casino homónimo no hotel Grand Lapa, viu-se forçado a sair das Filipinas por enfrentar acusações de sabotagem económica e de corrupção ao mais alto nível. Mais de um milhar dos seus funcionários foram detidos em consequência das medidas repressivas do Presidente Rodrigo Duterte face às drogas e à indústria do jogo.

De acordo com as informações divulgadas pelo South China Morning Post, depois de decorridas mais de duas semanas após a saída de Jack Lam das Filipinas, o gabinete de imigração do país abriu uma investigação focada em dois funcionários do organismo.

Al Argosino e Michael Robles, comissários-adjuntos do Gabinete, foram acusados de extorquir 50 milhões de pesos filipinos de Lam em troca da libertação de centenas de trabalhadores de nacionalidade chinesa que foram detidos por exercerem funções ilegalmente num operação de jogo online num dos casinos explorados pelo magnata chinês. Na terça-feira, os dois altos quadros dos Serviços de Imigração declararam, numa conferência de imprensa que decorreu em Manila, que estão a ser alvo de acusações infundadas.

Os últimos desenvolvimentos do caso – que tem recebido muita atenção por parte dos meios de comunicação social do arquipélago – aconteceram dias depois de Rodrigo Duterte ter dado permissão a que Lam regresse ao país se, em troca, proceder ao pagamento de impostos em falta e renegociar o seu contracto de gestão da empresa estatal Philippine Amusements and Gaming Corporation, a PAGCOR.

Desta forma, segundo os meios de comunicação social filipinos, o Presidente Duterte poderá considerar o regresso de Jack Lam Yin-Iok sem que este seja detido.

No contrato que Lam assinou com Benigno Aquino Jr., antecessor de Duterte, está escrito que o magnata da indústria do jogo beneficiava do pagamento de 1 por cento de carga fiscal, um valor consideravelmente mais baixo do que os 10 por cento impostos a outros operadores no país.

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