Novos lares de idosos não são necessidade premente, diz IAS

 

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Um desafio, mas ao mesmo tempo também uma oportunidade. É assim que a presidente do Instituto de Acção Social, Vong Yim Mui, se referiu ontem ao envelhecimento progressivo da população do território. A dirigente que foi esta quarta-feira a convidada do programa “Fórum Macau”, da emissora em língua chinesa da Rádio Macau,  reconheceu que o facto da RAEM deter a quarta mais elevada esperança média de vida do mundo cria desafios muito particulares ao Governo, mas assegurou, ainda assim, que a disponibilidade tanto de lares de idosos, como de serviços de reabilitação dirigidos à terceira idade não se prefigura um problema, até porque apenas 3,4 por cento dos idosos do território deverão necessitar de recorrer aos serviços de lares. As estimativas do Governo constam do Plano dos Serviços de Reabilitação e estipulam ainda que a esmagadora maioria dos idosos – cerca de 90 por cento – deverão receber cuidados domiciliários e permanecer integrados no seio dos respectivos agregados familiares.

A presidente do Instituto de Acção Social reconhece, no entanto, que o Governo deverá ter que reforçar os centros de cuidados de dia, bem como de investir mais recursos na prestação de cuidados domiciliários, seja no domínio da enfermagem, seja no domínio da limpeza doméstica ou da entrega de comida ao domicílio. Vong Yim Mui adiantou ainda que o Governo está a ponderar a criação de um serviço de acompanhamento que permita que os idosos em situação de maior fragilidade se possam  deslocar em segurança aos hospitais.

A responsável mantém também a porta aberta ao reforço da cooperação com entidades privadas de assistência social, sobretudo no domínio da formação de assistentes sociais.

Presente no programa “Fórum Macau” esteve também Choi Sio Un. O director do Departamento de Solidariedade Social do IAS garantiu que o Executivo tenciona operar, no início do próximo ano, uma primeira avaliação dos trabalhos desenvolvidos ao abrigo do Plano Decenal dos Serviços de Reabilitação, comprometendo-se a fazer chegar as conclusões à Comissão para os Assuntos do Cidadão Sénior.

Choi revelou ainda que o Instituto de Acção Social acompanha em permanência cerca de 1300 idosos e famílias com idosos sob seu encargo, tendo facilitado a substituição de equipamentos nas casa de banho com o propósito de reduzir a possibilidade de acidentes em casa.

Este ano, o Instituto de Acção Social recebeu oito queixas relativas à gestão de lares de idosos. As queixas referiam-se à atitude de funcionários e  à forma como foram conduzidas certas operações quotidianas. As reclamações dizem todas respeito a lares privados.

Vong Yim Mui adiantou ainda que o Governo tenciona lançar um programa piloto no próximo ano com o propósito de providenciar serviços integrados nos berçários para crianças com deficiências de índole intelectual. A responsável adiantou ainda que o Governo vai preparar profissionais para que estes possam identificar, de forma o mais precoce possível, problemas de desenvolvimento em crianças de tenra idade.

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