Carlos Morais José representa Macau no festival literário “Correntes d’Escritas”

 

Pela primeira vez a literatura em língua portuguesa do território vai estar representada no maior festival literário de Portugal. A organização do “Correntes d’Escritas” endereçou um convite ao autor de “O Arquivo das Confissões  – Bernardo Vasques e a Inveja”, anunciou ontem a editora Livros do Oriente.

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A literatura em língua portuguesa de Macau vai estrear-se em Fevereiro próximo no mais conceituado festival literário português pela m

ao do escritor, editor e jornalista Carlos Morais José. O autor de “O Arquivo das Confissões – Bernardo Vasques e a Inveja”, obra que foi apresentada anteontem na galeria da Fundação Rui Cunha, foi convidado pela organização do festival literário “Correntes d’Escritas” para representar Macau e a literatura do território no certame, informou a editora Livros do Oriente num comunicado enviado às redacções. O convite, sublinha Rogério Beltrão Coelho, tem uma dimensão inédita, uma vez que em dezassete anos de “Correntes d’Escritas” nunca um escritor do território foi convidado para marcar presença: “Embora ao longo de 17 anos tenham passado pelo festival mais de meio milhar de escritores é a primeira vez que Macau tem oportunidade de se fazer representar”, esclarece o comunicado da Livros do Oriente.

Promovida pela Câmara Municipal da Póvoa do Varzim, a edição de 2017 do festival literário “Correntes d’Escritas” – visto consensualmente como o primeiro e mais prestigiado festival do género em Portugal – decorre entre 21 e 25 de Fevereiro.

Na carta de convite, dirigida a Carlos Morais José, o vereador do pelouro da Cultura da Câmara da Póvoa de Varzim, Luís Diamantino, sublinha que as “Correntes d’Escritas” têm “contribuído fortemente, através da literatura, para uma maior difusão cultural, para a formação de um público mais crítico e exigente, e consequentemente, mais comprometido e mais conhecedor da diferença e aberto ao outro. Acredito que isso será tanto mais possível, quanto mais formos capazes de unir esforços e reunir interesses”.

“Um dos sentimentos mais fundamentais da Humanidade” – a inveja – foi o ponto de partida para o enredo que durante muito tempo – demasiado, se calhar – teimou em tomar conta do pensamento de Carlos Morais José. A “obsessão” e a “necessidade de a pôr no papel para se livrar dela” propiciou o início de um trabalho descontinuado que durou cerca de um ano a escrever e que resultou na construção de uma narrativa que mostra um Bernardo Vasques – personagem central do romance – “em constante tensão consigo mesmo”.
“O amor e a inveja são dois grandes motores da acção humana e têm tido uma importância fundamental na História. Este livro inclui imensas reflexões sobre essa questão da inveja, partindo de um dos maiores mistério da literatura portuguesa que é o desaparecimento de um livro”, esclareceu o autor anteontem ao  PONTO FINAL à margem da apresentação da obra na Fundação Rui Cunha.

 

 

 

 

 

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