Au Kam San indignado com desperdício de milhões em rendas

O edifício dos Serviços de Turismo no Largo do Senado está a funcionar apenas como um posto de informação turística e para a distribuição de folhetos, algo que podia ser resolvido “com um pequeno quiosque”. Este é apenas um dos exemplos de esbanjamento do dinheiro do erário público enunciado por Au Kam San numa interpelação escrita dirigida ao Executivo.

1-dst_senado

O arrendamento dos espaços onde funcionam os escritórios de vários serviços e departamentos públicos custou ao Governo mais de cinco mil milhões de patacas ao longo de uma década, de acordo com números tidos como referência pelo deputado da Assembleia Legislativa (AL) Au Kam San. O pró-democrata apresentou uma interpelação escrita a chamar a atenção para casos de desperdício que defende serem notórios. No documento que endereça ao Governo, o deputado insta o Executivo a agir em conformidade para optimizar os seus recursos.
Foram superiores a cinco mil milhões de patacas – cerca de quatro mil milhões nas rendas propriamente ditas e aproximadamente mil milhões em decoração e adaptação dos espaços – os custos de arrendamento de fracções pelo Governo entre 2004 e 2014, sublinha Au Kam San, numa interpelação em que enumera vários casos de má gestão. O parlamentar pró-democrata como exemplo o edifício, desocupado desde 2006, que serviu de sede durante anos ao Gabinete de Comunicação Social (GCS), no quarteirão da Igreja de São Domingos.
Outro dos casos tidos como gritantes pelo deputado é o do edifício da Direcção dos Serviços de Turismo (DST) no Largo do Senado: “Desde que o organismo se mudou dali, o espaço funciona apenas como um posto de informação turística para distribuir folhetos. Na verdade, bastava um pequeno quiosque para prestar esse serviço. Não era preciso um edifício inteiro”, assinala o parlamentar, considerando a situação “um grande desperdício”. Calculando as perdas com base no preço das rendas, Au Kam San teme que “não menos do que dezenas de milhões foram perdidos”.

Desperdícios aos pontapés

O deputado cita ainda o caso do parque de estacionamento e demais espaços subterrâneos na Praça Ferreira do Amaral, que têm estado desocupados há algum tempo e o dos espaços reservados nos edifícios de habitação pública para departamentos do Governo, muitos dos quais permanecem vazios. Au Kam San aponta como exemplo o caso do edifício de habitação económica da Alameda da Tranquilidade, onde mais de uma dezena de lojas no rés-do-chão permanecem sem uso.
Na sua interpelação, Au Kam San apela ao apuramento de responsabilidades nos casos enumerados e do montante exacto relativo ao desperdício resultante de má gestão na última década. “Irá o Governo avaliar isto seriamente e evitar ainda mais desperdícios?”, atira. O deputado quer ainda saber se o Executivo tem algum plano para disponibilizar as propriedades desocupadas a serviços que estejam a precisar e alugar as restantes a privados de forma a rentabilizar os recursos públicos e evitar os desperdícios.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s