Novos empréstimos para habitação cresceram 16,3 por cento em Outubro

As instituições bancárias do território atribuíram empréstimos no valor de 2,9 mil milhões de patacas. A maior parte do dinheiro – 97,9 por cento –  foi canalizada para residentes do território.

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O número de transacções já tinham dado a entender que os dias de vacas magras para o sector imobiliário já faziam parte do passado, mas a confirmação de que os agentes da indústria imobiliária têm mais do que razões para esfregar as mãos de contentamento chegou ontem pela mão da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM).

Os novos empréstimos para a compra de casa em Macau, afiança o organismo, cresceram 16,3 por cento em Outubro em relação ao mesmo mês de 2015 e caíram 46,5 por cento comparativamente a Setembro, indicam dados oficiais ontem divulgados.

Segundo as estatísticas da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), os bancos concederam 2,9 mil milhões de patacas em empréstimos, dos quais 97,9 por cento a residentes de Macau, por quem as instituições bancárias de Macau distribuíram empréstimos da ordem dos 2,8 mil milhões de patacas.

Os empréstimos a residentes subiram 15,6 por cento em relação a Outubro de 2015 mas desceram 47 por cento em relação a Setembro.

A não-residentes foram concedidos 61,2 milhões de patacas – mais 62,9 por cento em termos anuais e menos 5,2 por cento em termos mensais.

Os novos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias aprovados em Outubro atingiram 6,2 mil milhões de patacas – menos 32,6 por cento face ao período homólogo do ano passado. Em termos mensais, registou-se uma descida de 31,3 por cento, segundo a Autoridade Monetária de Macau.

O saldo bruto dos empréstimos hipotecários para habitação correspondia a 178,6 mil milhões de patacas, enquanto o dos comerciais alcançou 171,5 mil milhões de patacas  no final de Outubro.

O acesso à habitação, devido aos preços elevados, constitui um dos maiores motivos de queixa da população de Macau. O preço médio do metro quadrado das casas em Macau atingiu 89.430 patacas em Outubro, traduzindo um aumento substancial face ao período homólogo do ano passado.

Segundo os dados disponibilizados em meados do mês passado no portal dos Serviços de Finanças – respeitantes às transacções de imóveis destinados a habitação que foram declaradas para liquidação do imposto de selo por transmissão de bens –  num intervalo de um ano, o preço médio do metro quadrado aumentou 10.086 patacas.

Apesar da subida do preço médio do metro quadrado, o número de fracções transaccionadas sofreu uma subida significativa em termos anuais homólogos: 1.162 contra 383 em Outubro do ano passado.

 

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