Pequim volta a apontar o dedo a investimentos “irracionais” fora do país

O investimento de empresas chinesas em áreas como o imobiliário, o cinema, a hotelaria ou o desporto está a suscitar reservas no seio do Executivo do Continente. O Governo central voltou ontem a chamar a atenção para a necessidade de se colocar cobro a “investimentos irracionais”.

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O Governo Central voltou esta quinta-feira a advertir as empresas da República Popular da China sobre investimentos “irracionais” além-fronteiras, numa altura em que o ‘boom’ de aquisições no estrangeiro alimenta preocupações face à fuga de capitais e viabilidade duvidosa de alguns activos.

O aviso de Pequim, noticiado pela agência noticiosa oficial Xinhua, não menciona nenhuma empresa, mas destaca as áreas do desporto, hotelaria e entretenimento “Advertimos as empresas a tomar decisões com cautela”, lê-se num comunicado emitido em conjunto pelo Ministério do Comércio chinês e outras entidades do Governo.

“Os órgãos reguladores estão também a seguir atentamente a tendência irracional nos investimentos além-fronteiras, em áreas como o imobiliário, a hotelaria, o cinema, o entretenimento e o investimento em clubes desportivos”, aponta.

O ‘boom’ das aquisições no estrangeiro por empresas chinesas tem dificultado os esforços de Pequim em travar a fuga de capitais, que levou à desvalorização da moeda chinesa, o yuan.

Nos primeiros oito meses do ano, os investimentos chineses fora do país atingiram 61,7 mil milhões de dólares.

Em Portugal, o país asiático tornou-se, nos últimos anos, um dos principais investidores, comprando participações nas áreas da energia, seguros, saúde e banca.

Os investidores chineses correspondem também a 74 por cento dos vistos ‘gold’ emitidos desde a criação do programa, em Outubro de 2012: “Uma das razões pela qual os reguladores tomaram esta posição é a tendência de queda do yuan, assim como a dificuldade em travar a fuga de capitais”, comenta em Pequim um analista da consultora DealGlobe.

A agência Bloomberg estima que a China tenha registado uma fuga de capitais privados recorde em 2015, estimada em um bilião de dólares (927.000 milhões de euros).

As reservas cambiais da China, as maiores do mundo, caíram 69 mil milhões de dólares em Novembro, pelo quinto mês consecutivo, para 3,05 biliões de dólares, a maior queda desde janeiro.

 

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