O Fringe regressa à cidade com humor, dança e gastronomia no cartaz

Dança, teatro, workshops e um toque de humor a apimentar o programa. A 16ª edição do Festival Fringe arranca já em Janeiro e o tema – “Um Banquete de Criatividade, Bom Apetite” – remete para um cruzamento de linguagens, mas também para uma forte presença da gastronomia no cartaz do festival.

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O Festival Fringe regressa a Macau entre 13 e 22 de Janeiro, sob o tema “Um Banquete de Criatividade, Bom Apetite”. Com um total de 23 propostas e 70 espectáculos, entre salas e espaços no exterior, o programa concentra nesta que é a 16ª edição, peças de teatro, eventos de dança, espectáculos de stand up comedy, de teatro musical, marionetas e experiências gastronómicas, com uma nota de humor que percorre o cartaz. No programa do Festival figuram ainda workshops e espaços de intercâmbio entre o público e profissionais do sector das artes.

O Instituto Cultural (IC), que organiza o festival, esclarece em comunicado que esta edição do Fringe adopta como conceito central a ideia de “Todos ao Redor da Cidade, os nossos palcos, nossos espectadores, nossos artistas”, com que pretende oferecer “um banquete artístico a toda a cidade”.

Como o tema do festival indica, a gastronomia assume um papel de destaque no cartaz. Com “Cozinha Móvel” – e durante dez dias – são convidadas “personalidades da área cultural para assumir o papel de chefes de cozinha, os quais vão partilhar excelentes pratos e levar cada pessoa a provar o sabor da vida”, pode ler-se na mesma nota. Da República Checa chega “Antiwords”, espectáculo apresentado pela Spitfire Company, em que “duas actrizes bebem cerveja após cerveja, gabando-se e discutindo com parcas palavras, trazendo uma mistura explosiva de humor absurdo e imaginação”. Já “Em Boas Mãos”, da irlandesa Catherine Ireton, a actuação musical, de 60 minutos, passa-se no cenário de um salão de cabeleiro.

Entre as várias propostas de dança está “Os 4 Magníficos”, em que o corpo é usado como instrumento, “partilhando uma coreografia que faz uso de toques nas pernas e em bater palmas, criando um ritmo único”, escreve o Instituto Cultural. Também no âmbito das artes performativas, em “5 Mulheres” – da companhia de dança contemporânea KheN – “o coreógrafo holandês Kevin Pollak junta-se a cinco bailarinas numa festa de aniversário num café em que, através de uma intensa linguagem corporal, vêm à tona segredos que as mulheres não podem partilhar entre si”.

Marionetas e música e comida árabe estão presentes no cartaz com o espectáculo “Vida Suave”, que narra episódios da infância e da juventude do director Husam Abed num campo de refugiados palestiniano. A próxima edição do Fringe inclui ainda a colaboração com artistas estrangeiros, o que acontece em “Funeral para o Vivo”, espectáculo dirigido pelo encenador japonês Daisuke Sagawa, interpretado por membros do Teatro Momentos. A peça recebeu já o Prémio Literário de Macau para Melhor Guião e tem como fio condutor as questões relacionadas com a vida e a morte.

Vivek Mahbubani, comediante da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong, traz a Macau “Seven Up”, em conjunto com Chan Lok Tim, numa proposta que pauta uma colaboração com artistas de Macau. Num cruzamento de dança, música e poesia, “O Outro Lado” é apresentado pela coreógrafa local Cabdy Kuok, em colaboração com Nina Dipla, que chega da Grécia. Com “Paisagem Entrelaçada: Maré da Noite”, a directora da Associação de Arte e Cultura  – Comuna de Pedra, Jenny Mok, “usa diferentes materiais como veículos de criatividade, como linguagem corporal e instalações artísticas para revelar a relação entre o corpo, tecidos e todos os seres vivos”.

O programa do Fringe integra ainda o “Workshop de Teatro-Dança num Ambiente Natural”, a “Oficina para trabalhadores de Artes Sociais Específicas”, e ainda o “Fringe Crítica”,  iniciativas que encorajam “o intercâmbio entre o público, os profissionais do sector das artes e os críticos”, escreve o IC. Nesta edição, serão ainda convidados directores de algumas das principais organizações artísticas da Ásia para “partilhar projectos de festivais de arte e de programas de residência de artistas, dando a conhecer aos profissionais do sector das artes modos de participação e apoios relevantes, estabelecendo assim uma rede de cooperação”.

Os bilhetes para o Festival Fringe estão disponíveis na Bilheteira Online de Macau a partir de 11 de Dezembro.

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