Anima reúne com ministro da Agricultura de Portugal para tentar salvar galgos

 

Depois de ter aberto em Coloane um abrigo exclusivamente para gatos, a associação que luta pela defesa dos animais abandonados em Macau centra agora os seus esforços em tentar salvar os galgos do Canídromo. Este mês, o presidente do organismo, Albano Martins, vai estar reunido com o Governo português, num encontro que pode viabilizar uma possível solução.

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Rodrigo de Matos

Ainda falta marcar o dia exacto, mas a Sociedade Protectora dos Animais de Macau (ANIMA) já sabe que ainda este mês irá sentar-se à mesa com o Governo de Portugal, mais precisamente com o seu ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos. Em cima da mesa, estará a possibilidade de criar no Alentejo um grande centro internacional destinado receber e abrigar animais abandonados. Se for concretizado a tempo, o projecto pode ser uma alternativa ao eventual abate dos galgos que competem no Canídromo no caso, muito provável,  da famigerada pista de corridas de cães poder vir a ser desactivada.

A criação do Centro Internacional de Realojamento de Animais, numa área com 50 hectares (500 mil metros quadrados) no Alentejo, será o ponto principal da reunião que se vai realizar em Portugal “ainda este mês”, conforme adiantou Albano Martins, presidente da Anima, ontem em declarações ao PONTO FINAL. Se o centro for para a frente e o Governo de Macau quiser, os cães do Canídromo têm uma hipótese de salvação, sugerida por Albano Martins: “Tudo num avião charter. Todos mandados para Portugal”.

O responsável assume o compromisso de coordenar essa transferência, caso seja aprovada, mas admite, no entanto, que ainda será preciso convencer o Executivo da RAEM a autorizar a Anima a tomar as rédeas do Canídromo durante um ano para preparar a operação de salvação dos galgos. “Se o Governo assim o entender, temos isso assumido como uma grande responsabilidade para a Anima”, afirma. O dirigente adianta, no entanto, que conta já com o apoio de diversas organizações internacionais com quem a associação tem mantido contacto. A associação espera que o Canídromo feche as portas no final de 2018.

 

Gatos no paraíso

 

O presidente da Anima aproveitou para fazer um balanço das primeiras duas semanas de funcionamento do abrigo Paraíso dos Gatos, na vila de Coloane.Trata-se do segundo abrigo da associação para animais abandonados, este exclusivamente dedicado aos gatos. “Tem sido impecável. Os gatos adaptaram-se bem e, neste momento, prestamos lá abrigo e todos os cuidados a 180 gatos”, congratulou-se. Albano Martins revela que a associação investiu cerca de 120 mil patacas “para preparar todo o espaço”, que custa ainda 35 mil patacas por mês para manter.

Aberto no final de Novembro num local que era anteriormente ocupado pela Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM), o Paraíso dos Gatos tem um nome que, na opinião de Albano Martins, assenta bem às condições ali proporcionadas aos pequenos felinos: “É um abrigo enorme, onde os animais andam completamente livres e deambulam pelos vários edifícios que lá temos, trepam pelas árvores, apanham sol… Até eu gostava de viver lá”.

 

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