Lista A vence eleições para liderança da APEP

 

Foram ontem conhecidos os resultados das eleições para a liderança da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos da Escola Portuguesa de Macau (APEP). Com 59 votos contra 23, a lista A foi a que reuniu a preferência dos pais dos alunos do estabelecimento de ensino.

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Depois de adiada devido à saída de membros de uma das listas candidatas e de alegadas dificuldades no acesso ao caderno eleitoral, as eleições para a direcção da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos da Escola Portuguesa de Macau decorreram ontem, no final do dia, naquele que “foi um acto eleitoral bastante participado”. A lista A, que se assumiu como uma lista de continuidade, conquistou 59 votos contra os 23 que foram entregues à lista adversária, num universo de cerca de uma centena de associados.

Dado o desenlace do escrutínio, Valeria Koob é a nova dirigente da APEP. A nova presidente do organismo explicou ao PONTO FINAL que “os pais apareceram até às 20h, fechou-se a urna e foram contados os votos”, numa votação que “decorreu muito normalmente” e para a qual “apareceram bastantes associados, o que é sinal de que há participação dos pais”. A docente de italiano do Instituto de Estudos Europeus de Macau mostrou-se “feliz” com a possibilidade de conseguir ajudar a escola e os alunos, assinalando que o fundamental agora  “é pôr mãos à obra”.

Questionada sobre as primeiras medidas que a associação pretende propor à direcção da Escola Portuguesa de Macau (EPM), refere que o primeiro passo, antes de mais, é “tentar falar com os associados porque houve, no último período [escolar], bastante adesão de novos pais”. Koob reiterou que é necessário ouvir quem tem os filhos e os encarregados de educação a estudar no estabelecimento de ensino: “Queremos tentar perceber quais são as prioridades dos encarregados de educação”, diz a dirigente. “Como nós somos representantes, não são bem as nossas prioridades, mas as prioridades dos pais em geral”, complementa Valeria Koob.

Manuel Gouveia encabeçou a lista B, propondo uma política de ruptura com o sistema vigente na EPM, o qual considera ter por base uma geração de professores “sem vigor e sem ideias”: “Lamentamos, mas foi o que os resultados ditaram”, disse o jurista relativamente à derrota da sua candidatura. “Iremos, individualmente, continuar a lutar pelas ideias que defendemos e desejamos um bom mandato à candidata Valeria – que ganhou – e à sua equipa e esperamos que obtenham bons resultados durante os próximos dois anos”, afirmou ao PONTO FINAL.

Os problemas do ‘catering’ da cantina e o ensino do mandarim foram destacados pela nova dirigente da APEP como algumas das questões mais pertinentes. Koob admitiu, no entanto, que ainda não houve qualquer tipo de conversação com a direcção da EPM para resolução concreta de problemas, visto que existe “muita informação para adquirir da antiga direcção da associação dos pais”.

Em representação da lista B, Gouveia garantiu o apoio ao desenvolvimento dos trabalhos da associação: “Dentro do que estiver ao nosso alcance, apoiaremos as iniciativas que tiverem [membros da lista A] planeadas e poderemos dar sempre um contributo positivo para que a Escola Portuguesa [de Macau] melhore”. Quanto a uma parceria mais objectiva, “não ficou nada estabelecido”: “Quem ganha executa o plano que tem ou, não tendo plano, há-de criar qualquer coisa porque realmente do que resultou da campanha, a lista A não tem propriamente um plano definido, tem umas ideias de continuidade. Vamos aguardar”, considerou o jurista. J.F.

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