Japão não pedirá desculpas por Pearl Harbor

 

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, vai tornar-se no final do mês o primeiro chefe do governo nipónico a visitar Pearl Harbor. A deslocação à base naval norte-americana, situada no Hawaii, não deverá servir, no entanto para que Tóquio peça desculpa pelas atrocidades cometidas a 7 de Dezembro de 1941, cumprem-se hoje 75 anos.

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Shinzo Abe prepara-se para efectuar uma visita histórica a Pearl Harbor, no Hawaii, mas o Governo japonês esclareceu esta terça-feira que o primeiro-ministro, Shinzo Abe, prestará homenagem às vítimas do ataque contra a base naval norte-americana mas não pedirá desculpa, durante a visita que vai efectuar no final do mês.

“Esta visita é para honrar as almas dos falecidos na guerra, não é para pedir perdão”, assegurou o porta-voz do Governo, Yoshihide Suga, durante uma conferência de imprensa ontem realizada na capital japonesa.

Abe anunciou na segunda-feira que será o primeiro líder nipónico a visitar Pearl Harbor, coincidindo com o 75.º aniversário do ataque do exército japonês à base norte-americana, que causou a morte de 2.400 militares e civis e desencadeou a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial.

Durante a sua visita ao Hawaii a 26 e 27 de Dezembro, o primeiro-ministro estará acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Fumio Kishida, que qualificou o gesto como “uma demonstração da reconciliação entre o Japão e os Estados Unidos”.

Abe e o Presidente norte-americano, Barack Obama, que vai acompanhar o líder japonês durante a visita à base e que terminará o seu mandato em Janeiro, vão celebrar o seu último encontro naquele arquipélago norte-americano do Pacífico.

“A reunião será mais um exemplo do grande papel que a aliança entre o Japão e os Estados Unidos tem para a paz e estabilidade da região Ásia-Pacífico e para a comunidade internacional”, indicou o ministro japonês.

No passado mês de Maio, Obama visitou Hiroshima, tornando-se no primeiro Presidente dos Estados Unidos em exercício a viajar para a cidade japonesa onde, há 71 anos, durante a II Guerra Mundial, as tropas norte-americanas lançaram uma bomba nuclear.

Obama aproveitou a visita para prestar homenagem às mais de 140 mil vítimas imediatas do ataque atómico.

Apesar de não ter apresentado um pedido de desculpas, o Presidente norte-americano defendeu o objectivo de conseguir um mundo sem armas nucleares e Shinzo Abe deverá afinar pelo mesmo diapasão aquando da visita à base norte-americana.

 

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