Alunos de Macau alcançam lugares de topo no PISA 2015

Macau ficou colocado nos lugares cimeiros do PISA 2015, cujos resultados foram ontem conhecidos. No teste internacional que avalia a literacia dos alunos no âmbito das ciências, da leitura e da matemática, os alunos de 15 anos do território alcançaram o 6º, o 12º e o 3º lugar, respectivamente, entre 72 países e territórios analisados. Nas três áreas de avaliação, as raparigas obtiveram melhores resultados que os rapazes.

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Sílvia Gonçalves

Foram ontem divulgados pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) os resultados relativos a Macau do PISA 2015 (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), no qual participaram um total de 4476 alunos, das 45 escolas de língua chinesa, portuguesa e inglesa do território. No teste coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) – que envolveu 72 países e economias – Macau alcançou o 6º lugar na literacia científica, o 12º na literacia em leitura e o 3º lugar na literacia em matemática. O foco do programa global de avaliação do desempenho escolar incidiu este ano sobre a literacia científica. Os resultados foram analisados pelo Centro de Investigação de Testes e Avaliação Educativa da Faculdade de Educação da Universidade de Macau, entidade responsável pela aplicação do teste no território.

Foi a quinta vez que Macau participou no PISA, exame que tem como propósito “examinar a literacia científica, matemática e em leitura dos estudantes, bem como as suas capacidades de resolução de problemas, de forma colaborativa”, pode ler-se na informação ontem facultada pela DSEJ. Envolvidos no teste estiveram todos os alunos de 15 anos, nascidos em 1999, “sendo que a maioria dos alunos da amostragem frequentava, à altura, o 3º ano do ensino secundário geral e o 1º ano do ensino secundário complementar”. Um total de 4476 alunos participaram, então, num teste digital com a duração de 2 horas e 40 minutos

Examinadas foram as literacias científica, em matemática e na leitura, tendo o foco desta edição do PISA incidido sobre a literacia científica. O desempenho médio dos alunos de 15 anos de Macau posicionou-os em lugares cimeiros do ranking. Com 529 valores, Macau alcançou o 6º lugar na literacia científica. Já os 509 valores posicionam o território no 12º lugar na literacia em leitura. O melhor resultado foi alcançado na matemática – um 3º lugar – com 544 valores. Nas três vertentes de avaliação, foi Singapura quem segurou o primeiro lugar do pódio.

Diz a DSEJ que, comparativamente, com o PISA 2006, ano em que o foco de avaliação também incidiu sobre a vertente científica, “a edição de 2015 revelou um aumento estável nos valores de literacia científica dos alunos de Macau. Na escala combinada de literacia científica, mais de 90 por cento dos alunos de Macau atingiram o nível de aprovação do PISA, registando-se um acréscimo na percentagem de alunos posicionados no nível médio ou superior”. Mas também nos resultados obtidos pelos dois sexos, esta edição introduz uma novidade: “A literacia científica das alunas de Macau no PISA 2015 foi, notavelmente, melhor do que a dos alunos”.

Entre os focos secundários de avaliação estiveram a leitura e a matemática. Nesta última, os resultados obtidos foram os melhores de todas as participações até à data: “Os alunos de 15 anos de Macau obtiveram o melhor resultado na literacia de matemática entre todos os ciclos anteriores em que participaram, registando-se um acréscimo significativo da percentagem de alunos posicionados no nível médio ou superior, ao passo que a percentagem daqueles que se posicionaram no nível baixo diminuiu notavelmente”. Também aqui, as estudantes assumem a dianteira: “Registou-se um grande progresso na literacia em matemática das raparigas, ultrapassando, pela primeira vez, os valores obtidos para os rapazes”.

Na literacia em leitura, Macau também apresenta melhorias, “registando-se um aumento da percentagem de alunos posicionados no nível médio e alto, enquanto o número de alunos com baixo desempenho reduziu”. Também aqui “as raparigas apresentam um melhor desempenho que os rapazes, verificando-se, pela primeira vez, que esta diferença foi maior que a diferença média entre os dois sexos no domínio da leitura da OCDE”.

Na análise da equidade, o sistema educativo de Macau foi considerado de alta qualidade e justo: “Macau é, de entre 72 países/economias participantes, a região que menos associa a variação do resultado nas três literacias nucleares com o estatuto sócio-económico e cultural das famílias, mostrando que é reduzido o gradiente social entre o desempenho dos alunos e o estatuto sócio-económico e cultural das famílias”.

No relatório ontem apresentado em conjunto pela DSEJ e pela Universidade de Macau, pode ler-se ainda, no que toca a opções de carreira, que “cerca de um quinto dos estudantes de 15 anos do ensino secundário esperam, no futuro, poder dedicar-se à área científica”.

 

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