Encontro de macaenses regista maior participação de sempre de jovens, diz Sales Marques

 

A edição de 2016 do Encontro das Comunidades Macaenses, que terminou na sexta-feira, teve a maior participação de sempre de jovens, diz José Sales Marques, que preside à comissão organizadora do encontro. O Conselho das Comunidades Macaenses integra agora a Casa de Macau no Reino Unido (a UK Macau House), país que atrai cada vez mais as novas gerações de macaenses.

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Sílvia Gonçalves

Da edição de 2016 do Encontro das Comunidades Macaenses, que terminou na sexta-feira, diz José Sales Marques que é a mais rejuvenescida de sempre. Entende o presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Macaenses que tal significa que as Casas de Macau espalhadas pelo mundo estão a conseguir atrair os mais jovens para as suas estruturas. O conselho integra agora a UK Macau House (a Casa de Macau no Reino Unido), um dos países que mais tem acolhido os jovens macaenses, assinala ainda Sales Marques.

“O balanço é muito positivo, acho que o encontro conseguiu cumprir os objectivos que tinha programado. Foi um evento muito participado por bastantes conterrâneos vindos de fora, assim como por macaenses de Macau”, salienta José Sales Marques. O economista, que presidiu à comissão organizadora do evento, dá conta do que diz ser um aspecto introduzido nesta edição do encontro global das comunidades macaenses: “Este encontro teve uma característica interessante. É que – embora não tenha estatísticas -, neste encontro já começamos a ver bastantes caras de jovens macaenses, o que quer dizer que as Casas de Macau estão a conseguir atrair em certa medida os jovens para o seu seio”, defende.

A tendência para o rejuvenescimento, defende Sales Marques, nunca terá sido tão notória: “Eu penso que é a edição mais rejuvenescida de todas. Até porque, entre outros aspectos, até houve um evento organizado pela associação de jovens macaenses, o que por si é importante”. O presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Macaenses salienta, ainda assim, que “o encontro é dirigido a todos os sectores da sociedade e a todas as camadas, a todos os macaenses. Não é programado nem para os mais jovens nem para os menos jovens. É programado para todos aqueles que têm interesse em participar, em vir até Macau encontrar as suas famílias e juntar-se num conjunto de actividades que nós proporcionamos”.

Diz o presidente do Conselho Permanente que a generalidade dos eventos que integravam o programa tiveram casa cheia, o que não se circunscreveu aos momentos mais festivos: “Além de toda a participação muito forte, não só em número como em ambiente, em espírito, nos grandes eventos – na abertura e encerramento – nós vimos casa cheia também nos programas culturais. O evento da ida a Cantão também teve muito boa participação e teve uma componente cultural muito forte, assim como o evento organizado pela Associação de Jovens Macaenses”. Em suma: “Houve aqui uma grande disponibilidade das pessoas que cá vieram, em participar efectivamente em todo o programa do encontro, e não apenas nos convívios, naquelas ocasiões mais festivas”, assinala.

O programa integrou ainda uma reunião do Conselho das Comunidades Macaenses, para a eleição dos órgãos sociais do organismo. Sem alterações de monta na constituição do conselho, Sales Marques foi reeleito, até 2019, como presidente do Conselho Permanente e Leonel Alves como presidente do Conselho Geral. Na mesma reunião foi ainda admitida a candidatura da Casa de Macau do Reino Unido, a UK Macau House, a 13ª a integrar o Conselho das Comunidades. “É mais uma Casa que se junta ao Conselho, mais uma razão para nós celebrarmos o bom resultado deste encontro”, assinala José Luis Sales Marques.

A entrada desta Casa, a segunda proveniente da Europa, o que significa? “Representa uma adição importante, de uma casa que representa um país, que representa uma realidade onde muitos macaenses estão a viver e a trabalhar. E que tem sido também um destino muito escolhido pelos jovens macaenses, sobretudo para estudarem mas também para fazerem a sua vida”.

José Sales Marques dá conta da dimensão de uma Casa europeia que acredita ter agora grande potencial de crescimento: “O número de elementos é por volta de 60 a 80, mas o potencial é muito maior. Uma vez estabelecida como Casa pertencente ao Conselho das Comunidades, é natural que venha a haver até maior adesão daqui para a frente”, defende.

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