Fundo investe 12,7 milhões em investigação na Medicina Tradicional Chinesa

O Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia apoiou desde Janeiro sete projectos de investigação na área da Medicina Tradicional Chinesa. No total, o organismo concedeu apoios da ordem dos 12,7 milhões de patacas.

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João Santos Filipe

O Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) distribuiu, desde o início do ano, 96,4 milhões de patacas por 62 projectos de investigação, dos quais 12,7 milhões foram utilizados para apoiar sete projectos ligados à Medicina Tradicional Chinesa. No entanto foram as áreas das ciências da vida e da medicina que receberam os maiores apoios, com um total de 35,4 milhões de patacas, distribuídos por 17 candidaturas.

Os números foram divulgados ontem durante a apresentação do relatório académico sobre os projectos de investigação científica apadrinhados por fundos públicos. O estudo foi promovido pelo FDCT, em colaboração com algumas instituições do Território, como a Universidade de Macau e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau.

“O número de candidaturas tem aumentado nos últimos anos e isso têm-nos criado maiores dificuldades em escolher as candidaturas que cumpre os nossos requisitos”, disse Frederico Ma Chi Ngai, presidente do Conselho de Administração do FDCT.

Desde o início do ano o fundo recebeu um total de 154 pedidos de apoio a projectos de investigação, os quais totalizaram um valor de 334,6 milhões de patacas. Destes pedidos de apoio, os focados na área da Medicina Tradicional Chinesa foram 87,5 milhões num total de 33 projectos: “As categorias mais importantes e para as quais temos recebido mais candidaturas são as ciências da vida e a medicina tradicional chinesa. Esta é uma tendência dos últimos dois ou três anos. Mas temos de ter em conta os nosso critérios e é por isso que negamos algumas candidaturas”, explicou Frederico Ma.

Este ano o fundo teve um orçamento de 200 milhões de patacas para distribuir em apoios e, apesar de a um mês do final do ano ainda nem metade do valor ter sido utilizado, em 2017 o orçamento vai subir para os 220 milhões.

Sobre os resultados do investimento, Federico Ma reconheceu que é complicado justificá-lo numa perspectiva puramente comercial, mas garante que ao nível académico a aposta tem surtido frutos evidentes: “Quando se fala da comercialização é complicado fazer uma avaliação ou justificar o investimento. Mas se olharmos para a produção académica, ao nível de teses de investigação e artigos vemos os resultados. O investimento resulta num número compreendido entre as 800 e as 1000 publicações”, frisou presidente do Conselho de Administração.

Frederico Ma revelou ainda que existe a possibilidade de no futuro o fundo apoiar empresas presentes no Centro de Cooperação de Medicina Tradicional Chinesa, desde que estas esteja registadas em Macau.

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