SJM quer acordo entre Governo e operadoras para autocarros eléctricos

Ambrose So defende que os autocarros das operadoras de jogo do território podem, e devem, ser eléctricos de forma a reduzir a emissão de dióxido de carbono em Macau. O director executivo da Sociedade de Jogos de Macau apela para um compromisso entre as concessionárias e o Executivo.

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João Santos Filipe

O director executivo da Sociedade de Jogo de Macau, Ambrose So Shu Fai, diz que os autocarros das operadoras de jogo do deviam ser eléctricos. A ideia foi defendida ontem, ao PONTO FINAL, à margem do 5.º Fórum Internacional da Energia Limpa, que se realizou ontem no hotel Sands Cotai Central.

“Os autocarros de turismo que pertencem às concessionárias deviam ser eléctricos, mas isso é uma medida que precisa da determinação do Governo e de todas as concessionárias. Este esforço vai ter todo o apoio da SJM”, disse Ambrose So, ao PONTO FINAL.

“Acho que em Macau há condições para o desenvolvimento e implementação dos autocarros eléctricos. Seria uma medida que ajudaria a reduzir muito as emissões de dióxido carbono, especialmente se tivermos em conta que Macau é um território pequeno e que muitas vez está congestionado”, frisou.

O responsável admite, contudo, que esta medida ainda coloca muitos desafios devido às limitações das tecnologias existentes: “Vamos ver o que é possível fazer. Neste momento um dos grandes desafios é colocado pelas baterias destes autocarros que demoram muito tempo a recarregar e normalmente são muito pesadas”, esclareceu.

Sobre o Fórum Internacional da Energia Limpa, Ambrose So – que é o director-geral do evento – disse que a estratégia passa por fazer deste certame uma plataforma para a troca de informação: “Queremos criar uma plataforma que disponibilize informações sobre as últimas tendências mundiais no desenvolvimento energético e também ao nível das tecnologias e políticas ligadas às energias renováveis”, explicou.

“O objectivo é fazer uma plataforma muito focada nos países em desenvolvimento para que eles possam expandir os seus negócios nesta área”, frisou.

O evento contou também com a participação de Thomas Gass, assistente do Secretário-Geral da ONU, que defendeu, em declarações ao PONTO FINAL, que Macau pode ser líder na implementação de medidas amigas do ambiente: “Macau é uma cidade com muito poder económico e podia ser líder em termos do desenvolvimento tecnológico nesta área, assim como liderança social e ambiental.

No entanto, o responsável fez questão de sublinhar que este é um evento internacional: “Este fórum é importante porque há aqui um grupo muito grande de accionistas de empresas chinesas que percebem que já não se pode voltar atrás. Eles sabem que o caminho é para a frente, no desenvolvimento de melhores tecnologias, mais eficientes e limpas”, destacou.

 

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