Segurança: Falta de recursos humanos preocupa Governo

A falta de recursos humanos na área da segurança pautou o debate sobre as Linhas de Acção Governativa relativas à área da Segurança. O responsável pela pasta, Wong Sio Chak, assume a “dificuldade” em reter e atrair profissionais.

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No primeiro dia de apresentação sectorial das Linhas de Acção Governativa relativas à segurança, Wong Sio Chak mostrou-se agastado com as dificuldades sentidas pelo Governo na hora de recrutar novos efectivos. A lacuna, sublinha o secretário, faz-se sentir “em todas as vertentes”. O governante diz mesmo que há serviços que funcionam com metade dos trabalhadores necessários.“Estamos a depararmo-nos com muitas dificuldades em recrutar pessoal, não é possível recrutar muito pessoal de uma vez”, reconheceu ontem Wong Sio Chak, durante o debate sectorial.

O governante sublinhou que o problema primordial da dificuldade de recrutamento de pessoal para a área da segurança deverá agravar-se com a abertura, em breve, de várias novas infra-estruturas, como a ponte que vai ligar Macau, Hong Kong e a vizinha cidade continental de Zhuhai, o novo terminal marítimo e a nova fronteira na zona do Canal dos Patos.

“Isto vai sobrecarregar ainda mais os nossos recursos humanos”, lamentou Wong Sio Chak. O Governante diz que a lacuna se faz sentir em todos os domínios: “Todas as vertentes estão a sentir dificuldade de falta de pessoal”, sublinha Wong, que diz que após os concursos “a escolha não é muita” já que “há outras profissões que são mais atraentes”.

O secretário para a Segurança esclarece que, de acordo com a “avaliação preliminar” já conduzida, só para satisfazer as necessidades dos postos fronteiriços é necessário contratar 1121 trabalhadores para a Polícia de Segurança Pública e para o Corpo de Bombeiros nos próximos três anos: “Temos vindo a recrutar mas só conseguimos atrair cerca de 350 [este ano]. Para o ano, 714 é a nossa previsão e segundo os nossos cálculos vamos perder 184. Em 2018, vão ingressar 519, mas vamos perder 236. Com base nesses números podemos verificar que a tensão é enorme em relação ao recrutamento”, afirmou o secretário. Wong Sio Chak indicou ainda que o recrutamento feito em 2016, além de inferior ao necessário, é ainda gravado pelas aposentações. Este ano foram contratadas 591 trabalhadores mas 226 deixaram o serviço.

Outro dos motivos que dificulta o processo de recrutamento é o facto de ser esperado dos candidatos “alguma experiência”. O período de formação estende-se por 18 meses e “os candidatos precisam de dois ou três anos para começarem a trabalhar”, explicou Wong Sio Chak.

O responsável pela tutela da pasta da Segurança apontou as possíveis soluções para ultrapassar a problemática, nomeadamente através de “concursos públicos”, o desenvolvimento de “medidas para reforçar a capacidade do pessoal” ou “aperfeiçoar e economizar trabalhos”.

Na sua intervenção ontem no hemiciclo, Chan Hong referiu que “a imagem das polícias melhorou”. A deputada valorizou a prestação de serviços do “pessoal da forças” não só à população do território, mas também aos turistas. Complementando a ideia, a deputada Angela Leong On Kei sugeriu que, para os postos transfronteiriços, seja feito o recrutamento de pessoal “que não sejam agentes policiais”, questionando o Governo sobre a possibilidade de contratar outro tipo de pessoas uma vez que “hoje em dia, até há polícias turísticos”.

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