Saída de membros da Lista B e acesso ao caderno eleitoral adiam eleições

Abandonos de última hora, motivados pela proposta de auditoria às contas da Escola Portuguesa de Macau e a impossibilidade de aceder ao caderno eleitoral levaram ao adiamento das eleições para a nova direcção da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos da Escola Portuguesa de Macau. O acto eleitoral deverá realizar-se na próxima semana.

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João Santos Filipe

As eleições para a nova direcção da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos da Escola Portuguesa de Macau (APEP) foi ontem adiada devido a duas saídas de última hora da Lista B. O adiamento foi ainda motivado pelo facto da mesma lista não ter tido acesso ao caderno eleitoral. O escrutínio vai assim decorrer na próxima terça-feira, dia 6 de Dezembro, entre as 18h00 e as 20h00.

“A justificação dada pelos mesmos [membros que saíram] foi a seguinte: voltou hoje [ontem] a sair uma notícia no Hoje Macau que fala na palavra auditoria à Escola Portuguesa de Macau. Eles disseram não estava de acordo com esta proposta”, afirmou ontem Manuel Gouveia, candidato à presidência pela Lista B, ao PONTO FINAL.

“Devo salientar que o contexto em que o disse foi para superar as dúvidas que têm vindo, sucessivamente, a público sobre a viabilidade do estabelecimento de ensino”, frisou o candidato.

A decisão foi tomada depois de haver uma consulta com os pais e encarregados de educação que se deslocaram à EPM para participarem no acto eleitoral. No entanto também se levantaram vozes que desejavam ver a situação resolvida o mais depressa possível, como explicou a candidata a presidente da Lista A, Valeria Koob: “No final decidiu-se, após haver uma consulta da opinião dos presentes, adiar o assunto mais uma semana. Também houve quem quisesse resolver hoje [ontem] a questão”, disse a candidata, ao PONTO FINAL.

“É uma decisão que aceitamos bem. Não faz mal nenhum. Mas é claro que quanto mais cedo melhor para não prejudicar a escola, os estudantes e porque também temos outras coisas para fazer”, frisou.

Antes ainda de ter sido tomada a decisão de adiar o acto eleitoral, tinha sido apresentado um pedido de impugnação por parte da Lista B, que se queixou de não ter tido acesso ao caderno eleitoral e aos contactos dos associados do organismo: “Não é esta a nossa maneira de estar e não podemos compactuar com este tipo de práticas que viciam de forma incontornável o acto eleitoral ou não dar a possibilidade, que a Lista A teve, de contactar directamente aqueles a quem o mesmo se destina”, lê-se do pedido, a que o PONTO FINAL teve acesso.

“Em face do que antecede está o acto eleitoral irremediavelmente comprometido devendo o mesmo ser anulado, convocando-se nova Assembleia Eleitoral e novo processo em que seja dada igual oportunidade a todos, com os mesmos meios, de chegar aos associados activos da APEP”, é acrescentado.

 

Após consulta dos presentes foi decidido que a Lista B vai ter acesso aos nomes das pessoas que podem votar, mas que os contactos das mesmas não vão ser fornecidos.

 

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