C.S.I: Crime Série Ilustrada

As histórias publicadas nesta secção são escritas com base em versão apresentada pelas forças de segurança – PJ e PSP. Salvaguarde-se a presunção de inocência dos envolvidos, aqui identificados apenas com uma inicial arbitrária e sem relação propositada com os seus nomes verdadeiros, e cujos casos ainda não foram julgados em tribunal.

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Teng não Teng bilhete?

Que importa se a Dona Teng era uma pessoa que acabava de conhecer na aplicação de telemóvel WeChat? Se ela dizia que tinha bilhetes de concertos musicais para vender, é porque devia ter mesmo. E com o duo Cantopop de Hong Kong formado pelas cantoras Charlene Choi e Gillian Chung – mais conhecidas como as “Twins” (gémeas) – prestes a dar um grande espectáculo em Macau, a oportunidade era boa demais para deixar passar.

Funcionário de uma companhia de seguros, P. tinha assim uma ideia brilhante para agradar aos seus melhores clientes: oferecer-lhes um bilhete para o concerto no Venetian. Encomendou então à Senhora Teng 44 bilhetes, pelo preço de 26 320 patacas. Entretanto, soube também que o cantor de Taiwan Chao Kit Long ia dar um concerto em Hong Kong, pelo que perguntou se haveria também entradas para esse espectáculo: “Claro que sim!”, foi a resposta. Comprou então mais 38 bilhetes para esse outro concerto, pela quantia da 29 140 patacas.

No início deste mês, tratou de fazer o depósito, em três parcelas, na conta indicada num banco de Macau e ligou logo a seguir à Dona Teng para saber quando e onde é que poderia ir levantar os ingressos. “Ainda deverá demorar uns dias!”, terá dito a mulher.

No dia 20, a uma semana do concerto, P. não só continuava sem notícia dos bilhetes, como já não conseguia contactar a comerciante virtual que os havia vendido. Fez queixa na Polícia Judiciária, onde outras duas pessoas também denunciaram ter comprado bilhetes à mesma mulher, uma delas para o concerto de Chao Kit Long e a outra, para o das Twins.

A Judiciária está a investigar este caso de burla, mas ainda não conseguiu deter qualquer suspeito.

O preço da distracção

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“Mas que cabeça no ar que eu sou!”, terá dito S. aos seus botões. Passava das 20h de sábado e quis tirar uma foto ao grande casino-resort, com as suas luzes coloridas e cintilantes, onde acabava de chegar. Quis procurar pelo seu iPhone 7+ novinho em folha que tinha deixado no bolso do casaco cinzento… Mas onde estava o casaco? Oh, claro, tinha ficado esquecido no assento do lado, no autocarro de turismo que a havia trazido.

Voltou a correr para o veículo que, por sorte, ainda estava no mesmo lugar onde havia desembarcado. Explicou a situação ao condutor, que não encontrou objecções a que S. pudesse entrar para reaver a sua peça de vestuário esquecida com o seu precioso recheio tecnológico. Procurou em todos os recantos do interior do autocarro onde o casaco pudesse ter caído, mas sem sorte. Era óbvio que alguém tinha ficado com ele.

Foi directamente apresentar queixa à Polícia Judiciária, que irá investigar o caso assim que obtiver as imagens do sistema de videovigilância do interior do veículo.

Semear problemas

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Agricultor de profissão, N. semeou uma falcatruazinha na semana passada, e acabou por colher um grande problema.

Eram 14h45 de quinta-feira quando um agente da Polícia de Segurança Pública viu um indivíduo de aspecto suspeito na Rua Cidade de Sintra. Abordou-o e pediu-lhe a identificação. Mais habituado a lidar com pragas na lavoura do que com agentes da autoridade, o agricultor, de 40 anos, começou por recusar-se a mostrar os documentos. Depois, lá cedeu e apresentou o seu salvo-conduto, que parecia estar em ordem, e um documento de imigração, que já não tinha um ar tão genuíno.

Admitiu estar ilegal no território e contou que, dois dias antes, tinha pagado cinco mil yuans – 5 780 patacas – a um homem da China Continental, que tratou de tudo para que conseguisse entrar ilegalmente em Macau, incluindo os documentos forjados.

Ouvido pelo Ministério Público na sexta-feira, teve de responder pelo crime de falsificação de documentos. Além das multas previstas no Código Penal, N. arrisca-se a ficar proibido de voltar a entrar na RAEM durante um período determinado.

Aya Lee, meu lótus a nu

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Bem bonita era a jovem Aya Lee, que M. acabara de conhecer no Facebook, na terça-feira passada. E atrevida também. Bastaram dois dias para que ela propusesse uma conversa escaldante através do videochat do Skype.

M. passou o dia a pensar naquilo e às 20h em ponto, hora combinada, estava no seu quarto, de telemóvel em punho para iniciar a troca de “ideias” com a sua nova amiga. Em pouco tempo, estavam os dois completamente nus, a exibir as partes íntimas um ao outro, numa sessão de sexo virtual que durou uns 40 minutos.

No dia seguinte, Aya Lee voltou a contactar o sujeito, por volta das 10h para apresentar a conta: ou transferia três mil dólares – 23,9 mil patacas – para uma conta indicada ou toda a sua rede de contactos no Facebook iria receber acesso ao vídeo que mostrava a sua conduta da noite anterior. Mas M. reconheceu o esquema de histórias que já havia lido. Sabia que se tratava de uma tentativa de extorsão e apresentou queixa na Polícia Judiciária.

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